terça-feira, 10 de agosto de 2021

Passeio 105 km (Vila do Cupuaçu/Alça Viária)

 Anteontem, 8 de agosto, saí com a minha Monark para andar 100 km pela primeira vez depois do joelho fraturado e da covid.


O trânsito na BR estava muito intenso e o barulho incomodava.

Entrei em Benevides para fugir do barulho.

Atravessei a cidade e segui pela piçarra trepidante. 

Atravessei a Vila do Cupuaçu.  Não havia barulho, apenas alguns homens bebendo..

Chegando à BR, voltei e, em Marituba, dei uma andadinha numas ruas onde eu tinha clientes na década de 90.

Quando entrei na Alça Viária, um senhor me chamou e pediu para tirar uma foto comigo.

Falou que me vê andando de bicicleta desde criança e agora aos 44 anos me admira....

Mostrou preocupação com  o trânsito perigoso, quis me dar um protetor solar e algum dinheiro que não aceitei.

Deu um abraço de feliz dia dos pais...

Segui até um posto de gasolina e enchi a garrafa de água.

Ainda fui até o km 24 e voltei. 

Eu me senti muito bem e a sensação era de estar no final do aquecimento.

Voltei para casa.

Tempo gasto para 105 km: 7,5 horas.

Consumo: 3,3 litros de água, 600 ml refrigerante e 10 bolachas Maria. 


domingo, 25 de julho de 2021

83 km no calor (avaliação)

 Domingo passado, já mais recuperado da virose contraída em março (covid), saí de casa às 10h10min.

Eu e a minha bicicleta Prince.




Tendo comido um pedaço de bolo e uma banana no café da manhã, levei só 1,5 litros de água. 


Estava andando com  esforço mínimo e a velocidade média era 13,5 km/h.

Fui até o km 36 da Alça Viária.

Quando  comecei a voltar, me senti incomodado com o calor e a garganta secava de vez em quando.

Ao subir a ponte do Rio Guamá senti uma espécie de enjoo e parei para sentar.

Tomei água. Eu estava meio grogue.

Desci até a cabeceira da ponte e comprei uma garrafinha de iogurte.

Fiquei descansando na sombra mas continuei meio zonzo.

Sem ter melhorado, resolvi voltar para casa mesmo assim.

Andei mais dez km, tomei um refrigerante e percorri os últimos 9 km com promessa de chuva.

A chuva torrencial caiu 10 minutos depois que cheguei.

Fiquei descansando. 

Só me senti melhor umas duas horas depois após fazer alongamentos.


Hoje fui novamente. Saí bem alimentado com a Monark e andei só 59 km a 14 km/h e me senti muito bem consumindo 2 litros de água com sal (6 g) e 5 bolachas Maria.




domingo, 14 de fevereiro de 2021

Passeio 51 km - Alça Viária

 Depois de mais de meio ano sem estrada por causa de fratura no joelho, andei um pouco hoje.


Fui até o km 20 da Alça Viária.

Andei igual ao que andava antes da fratura.

O joelho, ainda com pinos, pouco reclamou. 

Ida e volta em 3h19min.

Parei só três vezes para beber 800 ml de água.

Fiquei muito satisfeito.

domingo, 20 de setembro de 2020

Viagem 1400 km (Ananindeua/Santa Inês/Açailândia/Ananindeua)

 Esta viagem foi no ano posterior à de Natal /Ananindeua que foi em 11 dias (meu melhor desempenho).

Foi entre 2000 e 2005.

Um ciclista de competição, o Neves, me falou de uma tal roda aero...

Instalei um par na minha bicicleta e fui pra estrada.

No primeiro dia, muita chuva, 200 km até Santa Luzia do Pará.

Dormi naquele posto na saída da cidade.


No segundo dia, muita chuva, visitei Zé Fortino em Cajueiro (12 km antes de Maracaçumé) e segui até Santa Luzia do Paruá e dormi naquele posto na entrada da cidade

Havia uma goteira e a toalha que deixei sobre o banco ficou molhada.


No terceiro dia, na chuva, sentei sobre a toalha molhada e depois de umas duas horas pedalando minhas coxas ganharam assaduras. (vivendo e aprendendo)


Andei até Santa Inês e dormi num posto na saída para Buriticupu.

Um mascate que pernoitou perto de mim amarrou a minha rede (os pilares redondos eram lisos), sendo que uma meia hora depois a dele escapou e foi ao chão....


No  quarto dia, na entrada para Arame, passou um pau de arara cheio de índios.

Um deles falou "goiano, vamos te esperar lá na frente" e  eu fiz um sinal de positivo...

A  partir daí foram surgindo umas subidas cada vez mais difíceis.

Eram curtas, de uns 300 a 500 m, em seqüência.

Chegando a Santa Luzia, encontrei uma oficina de bicicletas.

Vi um rapaz numa cadeira reclinada muito concentrado num jogo de video-game.

Ao notar minha presença falei de um problema no câmbio.

Com a mesma habilidade do game ele trocou o cabo, não quis cobrar e ainda ofereceu ajuda para o que mais eu precisasse.....

Segui até Buriticupu (o sobe/desce cada vez mais intenso) e fiquei no posto de gasolina.

Um senhor idoso muito simpático ficava perto de alguns caminhoneiros que bebiam cerveja e ganhava cerveja também...

Conversei um pouco  e ele mostrou no braço um espinho de tucum (tucumã). Havia colidido no tronco andando de bicicleta quando era menino.....

No quinto dia, depois de uns 20 km de fazer força na subida alternando com 1 minuto de banguela, num raro trecho plano, parei num comércio para descansar e merendar.

Quando voltei à estrada, a surpresa: eu estava me sentindo esgotado.

Apesar de encontrar trechos mais fáceis, fui me arrastando até Açailândia e, por não gostar de ficar na cidade, ainda andei mais 10 km até o Posto Jacaré.

Daí até Ananindeua foram mais 3 dias (pernoites em Ulianópolis e Mãe do Rio).

Não percebi nenhuma vantagem das rodas aero.



sábado, 22 de agosto de 2020

Passeio 372 km (Primavera fev/2020)

 Neste passeio o sábado foi de chuva.

Estava chovendo durante a madrugada e acabei saindo às 5h45min, quase uma hora além do planejado.


Usei a capa de chuva até Americano (45 km).

A chuva só afinou. 

Uma parada na Fruteira do Queiroz para merendar e segui até Santa Maria e mais merenda.


Eram 12 horas,  a chuva engrossou e eu tremia de frio!

Vesti a capa novamente. Mesmo molhado ficou menos frio. 

No acostamento havia tanta água com correnteza que tive de ir para o lado com menos água.


Depois de Jeju a chuva afinou.

Só tirei a capa na entrada para Bonito  (31 km de Santa Maria = Quatro Bocas).

Mais uma paradinha para café e segui na chuva fina até Jaburu (13 km antes de Primavera).

Mais uma merenda e acabei chegando na estátua às 18h16min!


Foi a primeira vez que cheguei lá antes de escurecer.

Acho que o vento mais fraco e a temperatura fizeram a diferença.

Como de costume dormi na casa do seu Cândido.

O percurso todo foi usando a coroa 38, exceto uma subida entre a entrada de Ourém e Capanema  e a subida do Jaburu.





Na volta, sem vento contra, usei a coroa 48 nós últimos 40 km e acabei demorando mais 26 minutos.


domingo, 14 de junho de 2020

Passeio com o Chico e a Lena (Ananindeua/Marudá)

Muito tempo atrás, anos 90 provavelmente, quando moravam ali na WE 70, o Chico e a Lena foram de bicicleta comigo até Marudá.

Eles não tinham bicicleta e usamos as minhas três.
Parece que naquela ocasião a Lena estava grávida.

Na ida, entre Terra Alta e São Pedro, pegamos algumas mangas na beira da estrada.
Faltando uns 5 km para Marudá, eu, distraído, bati com o joelho na bicicleta do Chico.
O joelho ficou enorme, inchado.
Chico comentou que no futuro esta pancada iria incomodar...

Uma titia que morava perto da Dedé, num terreno com muitas plantas medicinais,  aplicou alguma coisa e o joelho melhorou apesar de continuar muito inchado.

No outro dia peguei a bicicleta e andei alguns minutos; o joelho quase não dobrava mas eu consegui  fazer o giro completo do pedal.
Voltamos.
A 14 km de Castanhal ao lado de uma igrejinha onde havia mangueiras, pegamos muitas mangas no chão (caíram durante a chuva) e enchemos uma caixa e meia (75 litros).
Com o peso ficamos mais lentos.
Nos últimos km antes de Castanhal a chuva alagou a pista e andamos com muita chuva até a casa do Chico, chegando depois das 20 horas.
Hoje com os joelhos "sucateados", ainda não senti o trauma daquela pancada.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Encontro com o Sr. Berilo (nov/2019)

Estava eu voltando para casa, perto de Taciateua,  e vi um senhor empurrando a bicicleta na subida.

A bicicleta tinha uma caixa como a minha e um bocado de coisas nela inclusive um triângulo pendurado atrás.

Não tinha câmbio. 

Conversamos e ele disse que estava indo para Betim-MG.

Aos sessenta anos, saiu de um povoado lá perto de Mossoró-RN.

Não tinha noção de quantos km andava por dia.

Neste dia ele havia saído de uma parada de ônibus onde dormiu entre Santa Luzia e Capanema.

Falou de algumas dificuldades que teve: 
  
      em Chaval-CE ninguém deu água,  

    no Maranhão caiu num buraco grande para não ser atropelado por um caminhão,  

        achou muito ruim andar na buraqueira do Maranhão 

    e tinha um curativo na perna por mordida de um cachorro perto de Cachoeira do Piriá.

Sugeri a ele que procurasse uma corrente nova (não encaixava mais nos dentes da coroa) e ele disse que ela estava nova pois havia colocado antes da viagem (já tinha andado mais de 1700 km)!

Por  não ter câmbio falei a ele que, a partir de São Miguel do Guamá, ele perderia muito tempo empurrando a bicicleta e isto se estenderia até o final da viagem.

Ele falou que não conhecia o caminho e também não tinha pressa...

Dei a ele uma lanterna (eu estava com duas) e vinte reais. Ele não disfarçou sua alegria.

Nos despedimos na entrada de Santa Maria do Pará no horário de meio-dia.

Naquela ocasião  fiquei com inveja e com vontade de ir junto.