domingo, 26 de fevereiro de 2017

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 6ª parte (Caxias/Campo Maior)

16/09/87 Levantamos às 6 horas. Tomamos café, nos despedimos de Dona Nice e saímos às 7h45min, levando comida e frutas, com o que passamos o dia (ainda comemos cajus na beira da estrada).

Tomamos banhos em igarapés. Passamos por Timon, atravessamos a ponte sobre o Rio Parnaíba e entramos em Teresina. Fomos direto à casa de Dona Maria José, avó de Lucélia.

Da casa fui aos correios despachar correspondência.

À noite, logo depois de jantar, fomos dormir.

17/09/87 Pela manhã fomos visitar a família de Airton Bohn, sendo que despachamos mais correspondência nos correios.

Airton nos levou pela cidade a passeio no seu carro.

De volta à casa de Maria José, almoçamos.

À tarde, levei uma bicicleta para manutenção na oficina e dei um passeio a pé com a Ilda.

À noite fomos jantar na casa de Airton e lá dormimos também.

Antes de dormir ficamos na sala para ver e ouvir Fernandinho no violino e o resto da família no piano.


18/09/87 Após o café da manhã nos despedimos da família de Airton levando 500 cruzados que ganhamos para gastar.

Fomos à casa de Maria José, arrumamos as coisas, agradecemos e seguimos viagem.

Até Altos, vimos muitos sítios com árvores frutíferas, laranjais e trechos de uma ferrovia.

Chegando a Altos, ganhamos cajus e laranjas numa casa, água em outra e fomos pedir almoço no posto e restaurante Vilany, da Dona Carmelita, na saída da cidade.

Depois, por uma estrada plana e com fazendas dos dois lados, fomos até Campo Maior.

Compramos macarrão e biscoitos e fomos a uma oficina tirar a folga do eixo central.

 Havia muitas bicicletas nas ruas da cidade, quase todas da marca Monark.

Pedimos alimentos numa casa e ganhamos bananas e laranjas.


Saímos da cidade às 17 horas.  Depois de escurecer, por causa do movimento intenso, pedimos para dormir numa casa à beira do asfalto, a 24 km de Campo Maior.

Fomos muito bem recebidos, mesmo não havendo energia elétrica.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Minha segunda grande viagem/lua de mel -5ª parte (Bacabal/Caxias)

14/09/87 Depois de um café reforçado preparado por Dona Antonieta, ficamos andando por Bacabal e seguimos viagem às onze horas.

Depois de andar uns 4 km, aceitamos uma carona num caminhão (mais ou menos 100 km). Passamos por Caxuxa e Peritoró, e descemos do caminhão junto a uma fábrica de cimento (Nassau) perto de Codó.



 Pedalamos até um lugar chamado “17” e comemos duas paneladas (muito arroz com um pouco de mocotó de gosto ruim).

Seguimos viagem e, ao anoitecer, com dificuldades de visibilidade por causa do ofuscamento das luzes dos veículos, pedimos abrigo na entrada de uma fazenda, na altura do km 500.
 Um funcionário que morava numa casinha e o seu filho nos acolheram e nos serviram farinha com leite de babaçu e café.

Logo penduramos as redes num galpão. Lá pelas 22h30min surgiu um vento frio (vento Pororoca). Colocamos as duas redes uma dentro da outra e deitamos junto.


15/09/87 Após o café e um pouco de conversa com José Carlos, saímos para Caxias por volta das 8 horas. Eram apenas 55 km, mas as longas subidas e o vento contra dificultaram o nosso deslocamento.

Os coqueiros de babaçu foram desaparecendo e dando lugar a árvores pequenas e espaçadas.

Tomamos banho em igarapés e fizemos várias paradas.

Entramos em Caxias às 14 horas e procuramos a casa do Padre Damasceno e Dona Nice, tios da Lucélia. Ficamos lá descansando.   Fizemos três refeições, das 16 às 21 horas e, depois, fomos dormir.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Viagem nova



Dez anos depois da última viagem (Tutóia/2007),  vou dar uma andada por umas quatro semanas.

Colegas meus acham que já estou muito velho e que não dou mais conta, mas só posso comprovar   na prática.

Depois eu conto a história.

Desconto inesperado

Mais ou menos em 2005 fiz um passeio de 14 dias (Belém/Santa Inês-MA/Açailândia/Ananindeua = 1.400 km).

No dia em que fui de Buriticupu até Açailândia, após uns 20 km subindo e descendo morrinhos bem acentuados, num trecho plano, parei num mercadinho para uma merenda.

Ao sair, notei que estava totalmente fatigado. Fui me arrastando até Açailândia e andei mais dez km para dormir no Posto Jacaré.

No outro dia, igualmente cansado, andei só uns 130 km até Ulianópolis, onde fiquei no posto de gasolina para descansar.

Para comer, só no restaurante do posto, o mínimo era 7 reais (self service), muito caro para mim naquela ocasião.

Lá pelas 19h, quando abriu o restaurante, fui o primeiro a entrar. Enchi o prato de salada, uma porção de macarrão e um pedacinho de carne. Comi logo e levei o prato até a janelinha da cozinha.

Ao sair, a mulher que estava no caixa me chamou. Perguntou se eu não ia jantar e eu disse que aquilo que eu havia comido era o suficiente. Ela, então, dizendo que eu não comi nada, devolveu cinco reais.


No dia seguinte, já recuperado da fadiga, fui até Mãe do Rio.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 4º parte (Zé Doca/Bacabal)

12/09/87 Saímos do hotel, pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, bolachas, melão, bananas e cuscuz com café.

 Seguimos viagem às 8h40min. Comemos cajus na beira da estrada. Os coqueiros de babaçu passaram a predominar na paisagem.

Em Bom Jardim, tomamos banho e almoçamos de graça no Posto Magnólia 08.

Seguindo viagem, passamos por um trecho de uns 10 km ao lado de uma reserva indígena. Ilda ficou com medo. Passamos a ponte sobre o Rio Pindaré e entramos em Santa Inês às 15h10min. Ficamos por um tempo na praça junto à igreja.

Depois, fomos pedir lugar para pernoitar em duas residências, mas só conseguimos no Hotel Amazonas.

Ao anoitecer, pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, suco de laranja, melancia e 17 cruzados. 

Tomamos banho na lanchonete anexa a um posto Atlantic.

Voltamos à praça da igreja e de lá seguimos para o Hotel Amazonas, onde guardamos as bicicletas e fomos dormir. Estava muito quente no quarto.


13/09/87 Saímos de Santa Inês às 6 horas.Fazendas dos dois lados, subidas e descidas suaves, vento lateral, andamos com um  bom ritmo por umas duas horas e meia.

Daí em diante, Ilda começou a reclamar de dores na “poupança” (outra vez).

Com ritmo mais lento, entramos em Andirobal. Conversamos um pouco com alguns curiosos que nos abordaram na entrada do povoado. Pedimos alimentos numa casa e ganhamos farinha. Pedimos em mais duas casas e não ganhamos nada.

 Às onze e pouco, chegamos a um posto de gasolina em Zé Chicão, onde tomamos banho. Pedimos comida ao dono do restaurante que disse ser o próprio Zé Chicão e fizemos uma excelente refeição.

Por volta das 17 horas entramos na cidade de Bacabal. Pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, bolachas, bananas e laranjas.

Fomos até a agência dos correios procurar pelo Sr. Paulo, o gerente, parente de uma ex-colega de trabalho (a Lucélia). Lá o encontrando, soubemos que morava no mesmo prédio, no pavimento superior. Falamos com ele e sua esposa Antonieta e combinamos voltar mais tarde para dormir, o que aconteceu depois de eu e a Ilda darmos mais umas andadas pela cidade.


Como na noite anterior, estava muito quente.

domingo, 27 de novembro de 2016

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 3ª parte (Gurupi/Zé Doca)

10/09/87. Saímos do hotelzinho às 4 horas da madrugada. Atravessamos a ponte sobre o rio Gurupi e entramos no Maranhão.

Logo nos primeiros quilômetros, Ilda falou que sentia dores na “poupança”. Por conta disso, reduzimos o ritmo e fizemos várias paradas.

Na beira da estrada, fazendas. Logo no início do dia, encontramos um rapaz carregando umas garrafas de leite numa bicicleta. Comprei e tomei uma. Meia hora depois tive uma diarreia repentina  Larguei a bicicleta às pressas no acostamento e desci o barranco...

Comemos muitos cajus e tomamos banho em igarapés e postos de gasolina. Fizemos paradas demoradas em Maracaçumé e Encruzo.

Às 17h10min entramos numa vila chamada Santa Tereza do Paruá. Andamos um pouco e fomos ao Hotel do Povo, mas não havia quartos vagos.

No início da noite passou uma grande boiada pelo meio da vila e todas as pessoas tiveram de sair da rua.

Fomos convidados para dormir numa casa ao lado do hotel.
Tomamos banho, nos instalamos no quarto, fomos jantar no hotel e voltamos para dormir às 20 horas.

11/09/87. Levantamos cedo, tomamos café c conversamos bastante com o dono da casa, Sr.Antônio Leonardo.

Saímos às 7h15min. Passamos por mais fazendas, comemos muitos cajus e tomamos banhos em igarapés, sendo que num deles podiam ser vistos centenas de peixinhos.

Ilda continuava com dores na “poupança”.

Em Santa Luzia do Paruá lanchamos. Em Nova Olinda, compramos um pacote de macarrão e pedimos para uma senhora cozinhar na casa dela, sendo que ela permitiu que Ilda cozinhasse.

Quando escureceu, chegamos a um povoado (Cocalinho) e pedimos água num posto de gasolina. Continuamos, no escuro, mais 10 km, até Zé Doca, aonde chegamos às 19h15min.


Sentamos num banco na praça em frente à igreja e depois fomos ao Hotel do Povo, onde nos instalamos, tomamos banho e fomos dormir. Ilda dormiu logo e eu atualizei o diário e comi algumas bolachas.

domingo, 20 de novembro de 2016

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 2ª parte (Belém-PA/Gurupi-MA)

06/09/87 Às dez horas da manhã, depois de nos despedirmos de várias pessoas na casa de Dona Albanise, saímos pelas Avenidas Senador Lemos e Pedro Álvares Cabral até chegarmos na BR-316 (6 km).

Depois, com muito tempo disponível, seguimos até Castanhal (65 km)l. Paramos várias vezes para descansar. Com a comida que trouxemos junto, almoçamos no km 39, na sombra de uma árvore. Noutro ponto, comemos araçás e jurubebas que a Ilda viu na beira da estrada.

Bebemos muita água que levamos em frascos usados de álcool e vinagre (não existiam garrafas pet).

Em Americano, tomei um banho no chuveiro de um posto de gasolina.

Entramos em Castanhal e fomos ate o terminal rodoviário esperar Dona Raimunda e crianças que estavam viajando para Marudá.

Às 17h55min Ilda conversou com elas. O ônibus foi para Marudá e nós fomos para a casa de Dona Oscarina, onde nos alojamos. Depois de tomar banho, jantar e conversar, fomos dormir pouco antes das 21 horas.




07/09/87 Levantamos cedo, tomamos café, agradecemos e nos despedimos de Dona Oscarina às 6h15min.

Saímos pela BR no rumo de Capanema, contra o vento. Tendo andado uns 20 km, Seu José, de moto, nos encontrou num posto de gasolina. Conversamos um pouco e ele nos deu mil cruzados para gastar. Comemos algumas carambolas que Dona Oscarina havia dado, além de cajus e jambos em árvores na beira da estrada.

Ilda estava reclamando muito do sol quente. Entramos em Nova Timboteua e visitamos a família de Clodoveu e Marisete. Se não me falha a memória, alguém estava de aniversário por lá.  Almoçamos e saímos às 16h33min.

Passamos por Peixe-Boi, e, em Capanema, procuramos a casa de Dona Maria, mãe do Seu José e irmã de Dona Oscarina. Como no dia anterior, tomamos banho, jantamos, conversamos e fomos dormir antes das 21 horas.




08/09/87 Passamos o dia descansando na casa de Dona Maria.
Aproveitei para comprar pedais novos para a minha bicicleta e despachar correspondência no correio. Depois do almoço, Conceição foi com Ilda comprar carne para nó comermos no caminho.
Fomos dormir, novamente antes das 21 horas.

09/09/87 Levantamos cedo, tomamos café e nos despedimos às 5h57min, levando carne e farinha para comer. 80km de subidas e descidas mais uns 50 km de estrada meio plana.

Uma cidade a 50 km de Capanema (Santa Luzia do Pará) e alguns povoados. Na beira da estrada, fazendas.

Comemos goiabas e cajus, tomamos banhos em igarapés e num posto de gasolina em Santa Luzia e pedimos água numa vila chamada ”83”. Chegamos à divisa Pará/Maranhão às 18:30.


Antes de atravessar a ponte, jantamos dois PF (prato feito) num  restaurante e pernoitamos num hotelzinho anexo a um posto de gasolina.