domingo, 16 de dezembro de 2018

Viagem janeiro/18 - 6ª parte (Tutóia-MA/Carnaubal/-CE) )


13/01/18  Levantei cedo, conversei com o rapaz do hotel e fui ao comércio tomar café conforme o combinado no dia anterior. 

No meio do caminho encontrei o dono; ele havia esquecido que era domingo e veio abrir o comércio só para eu tomar café!

Conversei um pouco com ele (ele contou como  conheceu e namorou e casou com a irmã do meu cliente...)

Saí de lá às 7h15min.

Segui até Barro Duro e conversei com um rapaz que estava esperando ônibus. 

Depois, num outro povoado parei para merendar e conversei com o pessoal num pequeno comércio onde havia bananas  para vender.

Depois passei por Cana Brava e segui no rumo de Parnaíba.
A estrada para Parnaíba estava muito mal conservada mas o movimento era mínimo.

Fiz uma merenda uns 10 km depois de Cana Brava e outra em Horizonte (povoado antes de Pirangi)

Na saída de Pirangi, ao passar pela ponte sobre o Rio Parnaíba, veio uma forte ventania com areia da esquerda para a direita e eu tive que caminhar agachado e com as pernas bem abertas para o vento não me derrubar, sendo que demorei uns dez minutos para atravessar a ponte.

Passei da ponte uns 300 m e parei numa pequena oficina até o vento acalmar e ser sucedido de uma chuvinha fina.

Segui até a BR que vai de Parnaíba para Piripiri e fiz outra merenda.

Então, na chuva, fui até Buriti dos Lopes onde cheguei  às 18h20min, já escuro.

Andei nos três postos de gasolina que vi e não achei  nenhum bom para pernoitar
(não havia caminhões). 

Numa praça no centro  jantei uma comida muito ruim (panelada com bucho).

Sempre na chuva, foi ao terminal rodoviário; esperei o pessoal embarcar num ônibus para Fortaleza e me acomodei num banco para dormir; depois de uns 40 minutos notei que eu estava sozinho.

Percorri todo o terminal, inclusive os banheiros e não achei ninguém.

Só vi duas motos estacionadas.

Depois de uns 20 minutos sairam duas moças de uma porta e iam sair com as motos; eram funcionárias.

Disseram que o guarda costumava chegar lá pelas duas ou três horas da madrugada mas que eu poderia ficar lá no banco.

Saí também e fui até o posto de gasolina na saída para Piripiri. 

Ia passar a noite lá num banco de concreto, mas a chuva parou e eu armei a rede entre duas pequenas árvores nos fundos do posto.

O guarda do posto passou a noite dormindo numa sala.

Antes de ir dormir um rapaz que estava conversando comigo no banco mostrou no celular dele uma foto de um sítio onde foram derrubados três cajueiros por aquela  ventania que eu encontrei na ponte.

Neste dia pedalei 119 km e o consumo foi café+pão, 4 bananas, bolo+café, coxinha+café, café+bolachas, panelada e uns 5 litros de água.





15/01/18 Saí do posto às 5h50min e pedalei 34 km até o outro posto que fica na entrada para Cocal e Tianguá.

Fiz uma merenda e comecei a andar contra o vento.

Entrei na cidade de Cocal da Estação e comprei bananas numa fruteira.

 Um menino que passava de bicicleta me indicou onde havia oficina de bicicleta e eu fui lá para ver se conseguia uma regulagem no câmbio.

 Numa oficina (era de motos) o homem falou que todos os mecânicos estavam ocupados e que demoraria.

Atravessei a rua e entrei em outra oficina de motos onde havia muita gente e umas 15 pessoas mexendo em motos.
Fiquei esperando até que o dono da oficina me atendeu.

Depois do serviço, não cobrou nada e tirou fotos comigo e um filho dele (depois contei para uma cliente minha que é deste lugar e ela falou que o tal dono da oficina é primo dela).

Seguindo viagem parei numa lanchonete que havia na beira da estrada.

 Enquanto eu comia sentado a uma mesa uma ave preta com uma penas vermelhas no pescoço me circundava querendo comer a minha merenda. Era um jacu.

Um homem estranho sentou-se perto de mim e falou umas palavras que eu não entendi. Ele parecia estar drogado. Respondi que não estava entendendo o que ele dizia e ele disse mais umas palavras que eu não entendi e depois falou eu meto bala; 

Terminei de comer a merenda e fui embora torcendo para ele não me seguir...

Em Padre Vieira, no posto de gasolina, fiz outra merenda.

Eram 15h. Comentei que teria que pedalar no escuro para chegar a Viçosa do Ceará (+ 30 km) e um senhor que ouviu me falou que iria mandar o seu filho me dar uma carona até lá (o caminhão já estava ligado) !.


Assim sendo, o trecho mais difícil acabou ficando para outra oportunidade.

Desci do caminhão na saída de Viçosa e segui com facilidade até Tianguá.

No cruzamento da estrada que ia de Fortaleza para Teresina vi na outra subida, a uns 800 m, um grande posto de gasolina, mas acabei ficando ali mesmo, na Pousada O Luizão onde fui muito bem atendido pelo casal proprietário.

Neste dia pedalei 105 km (+ 32 de carona) e o consumo foi café+bolachas, café+bolachas, 6 bananas, salgado de queijo+café, coca-cola, pastel+café, feijão+ovos fritos+farinha.






16/01/18 Saí da pousada às 5h50min. Quase na saída da cidade passei por esta igreja.

Igreja em Tianguá ao amanhecer




Pouco depois já na avenida que sai para Ubajara, fiz minha primeira merenda (fiquei cuidando da lanchonete enquanto o rapaz foi buscar o material).

Depois, às 6h30min, saí de fato para Ubajara. Depois de alguns km encontrei um mascate de bicicleta que estava indo para Ubajara. Tinha ele 63 anos e subia as ladeiras com muito vigor (a bicicleta dele não tinha marchas e ele tinha uma técnica de pedalar em pé).

Parei num posto de gasolina para merendar e mais adiante o alcancei novamente.

Ele tirou uma foto e depois a filha dele mandou para a minha casa pelo "zap-zap".       






Entre Tianguá e Ubajara ao lado da bicicleta do mascate



Depois passei por Ibiapina, São Benedito e Inhuçu e fui até a casa do cunhado do Nazareno (meu cliente) na zona rural de Carnaubal.  

Eu já havia visitado ele no dia 20/02/2002 (o dia do anagrama), quando viajava de Natal para Ananindeua.

Errei o caminho e tive de ir perguntando (o Assis Pixica é muito conhecido na região). Cheguei lá às 12h30min e fiquei na casa até o outro dia.

Na casa também estavam a filha, o genro e o neto que mais tarde voltaram para a cidade 


Rosa e Assis Pixica (zona rural de Carnaubal-CE)

Neste dia andei um pouco mais de 60 km e o consumo foi, além de água e algumas bolachas, bolo+café, leite longa vida 1 litro, salgado+café, salgado+café, e já na casa do Assis feijão+ovos+farinha.

Ainda neste dia, na sala da casa o Assis matou um escorpião que passou ao lado do meu pé!

Depois de comer mais feijão c/ovos e farinha no jantar, fomos dormir cedo.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Passeio 440 km (Ananindeua/Ourém/Tracuateua/Ananindeua)


Em setembro/2018 saí de casa num sábado às 5h da manhã com destino a Ourém.

Como de costume parei em Americano para uma merenda na fruteira.

Passei por Castanhal às 9h10min.

A partir daí, como de costume, o vento contra predominou.

Em Santa Maria, às 12h10min, outra merenda.

De Santa Maria até a entrada para Ourém (km 140) tomei dois litros de água em 37 km percorridos.

No caminho para Ourém encontrei uns rapazes reparando pneu furado em uma cargueira. O dono da cargueira  tinha um lagarto morto amarrado no quadro. Ele falou que era um calango e que estava levando para comer os ovos dele.
Mais adiante vi  outro lagarto  com ovos atropelado no asfalto.

Passei por um povoado muito movimentado (Arraial do Caeté) e depois a Vila do Limão.

Faltando poucos km para Ourém fui abordado por  "Amadeu maluco" que estava rebocando um carro para Ourém.
Ele me convidou para ir dormir na casa dele. Indicou o caminho para chegar lá e disse que todo mundo o conhece. Perguntei em três lugares diferentes e ninguém sabia quem era ele.

No terceiro lugar onde perguntei um rapaz de bicicleta foi comigo até o comércio perto da ponte do igarapé Caxiteua e lá eu comecei a procurar a casa onde ficava o meu cliente Juraci quando ia para Ourém (lá ele é conhecido como Timu);

depois de algum tempo procurando acabei ficando na casa do Juarez, irmão do Timu.

O Paulinho, filho do Juarez, arranjou comida para mim.
Depois fui dormir.

Neste dia andei 176 km e o consumo foi coxinha+café, pão com picadinho + suco. coxinha + refrigerante, 5 minibolos, 5.9 litros de água e um prato com feijão+ovos fritos+farinha.





No dia seguinte, tomei café com Paulinho e ele disse que conhece o Amadeu maluco e que ele mora lá no outro lado da cidade.

Fiquei nos fundos da casa conversando com algumas pessoas (Juarez filho do Juarez, Cleuma....).

O Paulinho falou que o Timu tem uma casa perto da ponte do igarapé Caxiteua e eu fui lá. 

A vizinha disse que estava me esperando "desde ontem" pois o Timu havia avisado......

Ainda passei no comércio do Deco (sobrinho do Timu) e voltei aos fundos das casas do Juarez pai + Juarez filho + Cleuma (foto).

Em Ourém, entre as casa do Juarez pai e Juarez filho



Saí de Ourém às 8h30min. 

Depois daquela subida pesada passei pelo posto fiscal e entrei num ramal à direita.

Estrada de piçarra, pedras soltas, areia.

Às 10h50min cheguei ao povoado Estiva (km 173 da BR 316), km 22 como  dizem lá.

Um comerciante ensinou um caminho por um ramal entrando no km 21, passando por uns povoados (Tentugal foi o primeiro) e saindo no km 14 da estrada de Capanema para Bragança.

Este ramal também era de piçarra, mas com mais dificuldade para bicicleta.

No último povoado, a 6 km do km 14, fiz uma merenda e a moça da lanchonete me fotografou.









No povoado próximo ao km 14 da estrada Capanema/Bragança


Deste povoado até o asfalto encalhei umas três vezes na areia.

Cheguei ao km 14 às 12h55min.

Mais ou menos no km 27 vi uma entrada para a esquerda e me informei com um agricultor que mora na beira da estrada se havia caminho por lá para Primavera; havia, mas com areais onde até os carros encalhavam!

Segui mais uns 10 km até Tracuateua onde fiz uma merenda. Perguntei ao rapaz da lanchonete sobre o caminho para Primavera e ele disse que andou por lá com um colega uma semana antes, de moto, e achou muito ruim passar pelos areais.

Eram 15h40min. Desisti de ir a Primavera e retornei até Capanema onde cheguei às 18h10min.

Fiz uma merenda e aluguei um quarto para dormir.

Neste dia pedalei 110 km e o consumo foi 12 bolachas maria. 3 minibolo + café, 2 bananas, coxinha + suco, orelha + café, 2 sanduiches queijo c/presunto + café, refrigerante e 5,7 litros de água.


No 3º dia saí de Capanema às 6h35min. No caminho para Peixe-Boi, neblina.

Em Peixe-Boi cumprimentei o meu ex-vizinho Dilson e fiz uma merenda no mercadinho.

Em Santa Maria do Pará, às 10h25min, outra merenda.

Em Castanhal, às 13h15min, dei uma passadinha na Castanhalfarma e o rapaz  que eu conheci em Belém apareceu comigo nesta foto.


Em Castanhal na Castanhalfarma

Ainda parei em Americano para merendar e cheguei em casa às 17h10min.


Neste dia andei 154 km e o consumo foi 3 bananas, iogurte 330 ml, 1 chocolate baton, 2 monteiro lopes, café, pão c/ovo + café, sanduíche + café, pastel + café, 6 bolachas maria e 5,5 litros de água.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Viagem janeiro/18 - 5ª parte (Bacabeira/Tutóia-MA)

12/01/18 Acordei antes de amanhecer e ajeitei o pneu furado (arame). Agradeci a camaradagem e segui. 
No primeiro km parei numa borracharia e calibrei os pneus;

Passei pela cidade de Bacabeira e segui no rumo de Rosário (menos de 10 km).

Na saída de Rosário fiz uma paradinha e me concentrei pois sabia que não conseguiria chegar a Barreirinhas neste dia.


Na saida de Rosário-MA
Não havia subidas difíceis mas o vento atrapalhava bastante.

Em Morros parei num mercadinho e comprei bananas, leite e bolachas. 

Estrada em boas condições, pouco movimento.

Andei quase todo o tempo pedalando a 60/65 giros por minuto (a cadência mais confortável para andar contra o vento).

Na entrada para Humberto  de Campos parei num posto de gasolina para descansar e pedir água.

Um senhor que estava abastecendo a picape disse que na entrada para Santo Amaro havia um restaurante onde eu conseguiria um bom lugar para pernoitar.

Pedalei mais uns 30 km (4 km no escuro) e cheguei lá.

Era um restaurante pequeno mas o atendimento muito bom.

Atrás do restaurante  havia uma construção redonda de uns 15m de diâmetro com um banheiro e espaço para pendurar dezenas de redes.

No restaurante conheci o Marjory, um rapaz de Medianeira-PR. Ele anda de bicicleta com uma linda mulher e um cachorrinho. Faz artesanato para vender e ganhar algum dinheiro. 

Marjory contou que encontrou o Dil Lopes (no Ceará?) e um bocado de outros ciclistas "malucos" por aí, a maioria gaúchos.

Eu vi Marjóry Major no facebook (muitas fotos bonitas). 


Com Marjory no restaurante (entrada para Santo Amaro do Maranhão)



Neste dia percorri 141 km e o consumo foi pão+café, bolo+café, coxinha+café, leite, bananas, bolachas, bolo+café, bolo+café, 5,5 litros de água e um prato com feijão+ovos fritos+farinha.

13/01/18 Fui o primeiro a tomar café. A dona do restaurante não quis cobrar pelo pernoite mas eu fui tão bem tratado que dei uma "gorjeta". 

Saí às 5h50min.

A filha da dona estava na frente do restaurante esperando ônibus para ir ao colégio em Barreirinhas (uns 80 km).


Andei bem por umas duas horas até que o vento começasse a se impor.

A partir de um determinado ponto começaram a passar por mim alguns grupos de ciclistas e uns carros de apoio. Pensei que fosse algum tipo de turismo, pois muitos dos ciclistas eram não muito jovens e até meio gordinhos.

Faltando 17 km para chegar a Barreirinhas, exatamente onde acabou o acostamento, parei para merendar.

Lá estava uma parte daqueles ciclistas que passaram por mim e fiquei sabendo que era uma competição!





Junto com ciclistas após uma prova de estrada a 17 km de Barreirinhas-MA


Entrei em Barreirinhas e, quando me informei sobre a saída para Paulino Neves, tive de voltar uns 3 km.

Saí de Barreirinhas às 11h50min.

Uma estrada simplesmente horrível. Pedras soltas, costelas de vaca, vento com areia. Em alguns povoados havia calçamento de blocos de concreto.

Parei em dois povoados para descansar e merendar.

Na saída do último povoado fiz esta foto.





A uma curva do canal eólico entre Barreirinhas e Paulino Neves-MA

Quando acabou a pavimentação encontrei areia com brita e tive que empurrar a bicicleta olhando para o chão.

Depois de uns 15 minutos caminhando na ventania com areia (não podia nem abrir a lona para beber água), parou ao meu lado uma picape com placas do Rio de Janeiro e ofereceu carona.

A carona durou exatos 5 minutos. Desci da picape, ela seguiu para a esquerda e eu segui em frente poucos minutos até entrar em Paulino Neves. 

Mais uma parada para merendar e pegar água, atravessei a cidade e saí para Tutóia às 14h50min.

Passei por vários igarapés (riachos) mas não tomei banho mesmo estando muito sujo.


Local de pernoite em Tutóia-MA
Em Tutóia procurei o comércio da irmã de um cliente meu e a dona que já me conhecia de outra viagem (ver postagem Carta para Tutóia) indicou este hotel, por conta dela.






Neste dia percorri 131 km e o consumo foi bolo+café, coxinha+café, coca-cola, 1 litro de leite, 6 bananas, café, bolachas,
6,1 litros de água e um prato com feijão, ovos fritos e farinha.


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 23ª e última parte (São Paulo-SP/Venâncio Aires-RS)

26/11/87 Eu estava decidido a terminar a viagem de carona; a Ilda estava com desconforto na mão por causa daquela queda na Rio-Santos e o trecho São Paulo/Curitiba, além de difícil por causa das serras, era muito perigoso por causa da intensidade do trânsito.

Ilda até queria ir de bicicleta mas eu estava muito preocupado.

Saímos do apartamento de Ruben às 4h da madrugada para evitar o trânsito. 

Passamos pelo centro e fomos na direção da Rodovia Ayrton Senna, depois a Via Dutra.
No Bairro dos Caminhoneiros (Guarulhos) procuramos a filial do Expresso Cruzador.

Chegamos lá bem antes de abrir a transportadora.

Quando abriu, fomos ao escritório falar com o gerente.

Mostrei a ele uma cartinha de recomendação que o Sr. Schultz fez para mim e perguntei se era possível conseguir uma carona até Venâncio Aires.

O gerente logo respondeu que não, pois o motorista que der carona "vai pra rua".

Pedi então a ele que perguntasse a alguém lá de Venâncio Aires quando houvesse uma ligação...

Em poucos minutos aconteceu a tal ligação; era o Sr. Schultz em pessoa.


Conversei brevemente com ele e passei o telefone para o gerente.

Mesmo estando a uns 3 metros, ouvi claramente o Sr. Schultz falar "manda eles pelo primeiro caminhão!".

Chegou um Scania novinho, cabine branca, o motorista sozinho.

Subimos na espaçosa cabine e saímos de São Paulo.

O motorista falou que não gosta de dar carona e que só estava nos levando porque "o patrão mandou".

Durante a conversa, sendo ele morador de Venâncio Aires, perguntou quem eram meus pais.

Ele então falou que havia sido aluno do meu pai (a partir daí eu e a Ilda fomos tratados com muitas mordomias até chegar a V. Aires).

Neste dia dormimos no posto em General Carneiro. 

Ao colocar as redes para dormir debaixo da carreta ele nos entregou um cobertor de lã (casal); tentei dizer que não era necessário mas ele respondeu "vocês vão precisar".

Pois o frio foi aumentando e nós colocamods uma rede dentro da outra, usamos o cobertor e ainda sentimos frio!.


27/11/87 Saímos de General Carneiro e chegamos a Venâncio Aires às 16h.

Descemos do caminhão com as bicicletas em frente a um bar, a menos de 1 km da casa de minha mãe.

O caminhoneiro nos convidou para ficar com ele no bar, mas nós estávamos ansiosos.

Agradecemos pela camaradagem e fomos até a casa da mãe (a minha casa).

Acabou a viagem.

Estava programado que voltaríamos ao Pará em janeiro/88, mas, por insistência do meu chefe, antecipamos para a última semana de dezembro (ônibus).


domingo, 7 de outubro de 2018

Passeio 540 km - Ananindeua/Primavera/Mãe do Rio/Ananindeua)

No dia 25/08/18 saí de casa às 5h05min para um passeio de três dias.

Logo nos primeiros quilômetros percebi que a bicicleta estava mais pesada (carga).

Na saída de Americano parei no Queiroz e fiz um lanche.

Passei por Castanhal às 9h05min, São Francisco às 10h45min e Igarapé-Açu às 12h35min.

Em Igarapé-Açu fiz outra merenda.

Uns 8 km depois, chuva de 10 minutos.

Em Nova Timboteua, às 15h20min, outra merenda.

Segui no rumo de Salinópolis até Santa Luzia (18h35min).

Andei mais uns 3 km e fiz mais uma merenda.

No escuro segui até Primavera onde cheguei às 20h15min.

Conversei rapidamente com o Sr. Badu que estava fechando o comércio e mais tarde consegui pernoite na casa da Nazaré, irmã do Antônio.

Neste dia andei mais que 195 km e o consumo foi 5,5 litros de água, coxinha + café, coxinha + café, 330 ml iogurte, 7 bananas, pastel + suco, 5 minibolo.
Na frente da casa da Nazaré

A Nazaré e um rapaz foram dormir na casa do Seu Cândido (pai dela),


26/08/18 Acordei bem cedo tomei café com o Mauro e saí às 5h40min.







Num comércio entre o povoado Jaburu e Capanema fiz uma merenda.

Em Capanema comprei umas bananas e fiz outra merenda na saída para o Maranhão.

Passei por Santa Maria do Pará às 12h10min e São Miguel do Guamá às 14h50min.

De São Miguel em diante andei numa média de 12 km/h e andei uma meia hora no escuro para chegar a Mãe do Rio.





Em Mãe do Rio
Lá fiquei no hotel em frente ao posto de gasolina
por conta de um pessoal que me conhece pela internet ("mordomia"). 

O rapaz de camisa preta é um dos meninos que encontrei no primeiro dia da minha viagem de janeiro/17 (Murilo?).

Ele cresceu muito em 19 meses!







Neste dia andei menos de 170 km e o consumo foi café + 2 minibolo + 1 banana, pão c/ovo + café, pastel + café, 1 litro água de coco, 5,2 litros de água, café, pão c/ovo + suco.




27/08/18 Acordei cedo, tomei café na frente do posto de gasolina e, por orientação do recepcionista do hotel, fiquei aguardando por um senhor que viria conversar comigo.
Saindo da balsa do Acará

Tomei café novamente no hotel e, como o tal senhor estivesse demorando e eu não podia esperar muito, falei com o recepcionista e, após ele fazer uma ligação fui liberado.

Quando achei a saída para Santana do Capim eram 7h30min.





Com vento a favor andei bem. Fiz uma parada em Concórdia do Pará e outra faltando 16 km para o Acará. (merenda).

Chegando à beira do rio fiz outra merenda e atravessei na balsinha. O condutor tirou esta foto com o celular dele e enviou para minha casa pelo"zap".

Eram 13h. Andei os 14 km até a perna sul e vi muitas máquinas trabalhando na estrada para Moju.

Na perna sul havia milhares de buracos, muitos já reparados.

Faltando 6 km para a Alça Viária fiz outra merenda.

Na Alça Viária. entre os km 30 e 26 caiu uma chuva forte e bem gelada.

No km 24 outra merenda e um bocado de conversa com o pessoal da lanchonete.

Já andando no escuro encontrei, no km 9, um rapaz carregando a mulher na garupa com uma mochila no colo. Não tinha nenhuma luz e não enxergava nada no chão.

Ele falou que trabalha num sítio ali perto e faz o percurso no escuro com freqüência!

Cheguei a minha casa às 20h30min;

Neste dia andei 184 km e consumi 5 litros de água, coxinha + café, bolo + café, coxinha + suco, pizza + café, bolo + café, bolo + refrigerante,  2 coxinhas + 2 sucos.


A coisa diferente foi o consumo de zero bolachas, apesar de ter levado junto.


sábado, 6 de outubro de 2018

Viagem janeiro/18 - 4ª parte (Pinheiro/Bacabeira-MA)




11/01/18 Depois de tomar café agradeci ao Sr. Ubaldo e saí de Pinheiro às 6h45min.

Na direção de São Luís a estrada começou plana e as subidas foram suaves nos primeiros 40 km.
Dil Lopes, do Chuí ao Oiapoque
Parei duas vezes para merendar.

Faltando uns 30 km para chegar ao porto da balsa (Cujupe), encontrei este viajante (Dil Lopes), morador de Porto Alegre-RS quando não está na estrada.

Ele estava viajando do Chuí ao Oiapoque.

Conversamos um pouco e detalhei todo o percurso que ele faria até Belém.

Pedalei mais uns 30 km; as subidas cada vez mais difíceis, usei a coroa menor (28).

No porto da balsa, às 14h31min, comprei a passagem (11 reais) e entrei na balsa junto com a última ambulância.

Chegamos ao outro lado às 15h56min.

Pedalei uns 22 km e cheguei à BR, próximo ao Complexo Penitenciário Pedrinhas.

Parei numa feira e fiz uma merenda.

Merece registro a quantidade de sujeira e irregularidades no acostamento.

Quando escureceu eu estava  na ponte do Estreito.

O asfalto novo com excelente acostamento  foi uma boa surpresa. E vento a favor.

O pneu dianteiro furou; parei para trocar a câmara, mas vários mosquitos picando me fizeram
seguir enchendo o pneu a cada 3 km.

Cheguei a um posto (Posto Bacanga) 3 km antes da Bacabeira (acesso a Rosário).

Havia morcegos no posto.


Depois de tomar banho um funcionário armou a rede em dois pilares redondos e muito lisos (eu jamais conseguiria tal proeza).

Ganhei  frutas.

Neste dia andei uns 140 km.

Além de 6 litros de água consumi bolachas, café + pão, café + pastel, ovos + farinha, 4 bananas, maçã e uvas.





domingo, 30 de setembro de 2018

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 22ª parte (Bertioga/São Paulo-SP))

21/11/87 Levantamos às 5h50min. Agradecemos ao Sr. Tião e seguimos viagem.

A estrada ia serpenteando entre o braço de mar e alguns morrinhos.

Ao nos afastarmos do braço de mar fomos atacados por mutucas na cabeça; 

sofremos por alguns km e só conseguimos nos livrar delas quando entramos na fumaça de uma queimada.

Em Perequê, praia de pescadores, merendamos pão c/manteiga + pingado.

Depois passamos pela praia de Pernambuco e nos aproximamos de Guarujá.

Andamos pela praia da Enseada e depois fomos à casa de Dona Adimê no  Bairro Vicente de Carvalho.

Ficamos desfrutando das mordomias da família (Adimê/Ovídio e filhos Marcelo e Marco) até o dia 23/11.

24/11/87 Ajeitamos as bicicletas, agradecemos a hospitalidade e seguimos pela estrada Piaçaguera até Cubatão.


Levamos junto pão c/ovo + suco de laranja dados por Dona Adimê.


Passamos pela poluída Cubatão e suas refinarias e subimos a serra pelo Caminho do Mar (uns 7 km).


Chegando ao alto andamos uns 12 km às margens da Represa Billings (vimos vários pescadores de anzol).


Entramos na Via Anchieta, passamos por São Bernardo e chegamos a São Paulo.


Ilda ficou impressionada com a intensidade do trânsito; andamos por várias calçadas até chegarmos à Rua Teixeira da Silva onde nos alojamos no apartamento de Ruben Froemming; ficamos lá descansando no dia 25/11.