domingo, 19 de março de 2017

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 8ª parte (Irauçuba/Zé da Volta-RN)

23/09/87 Saímos de Irauçuba às 6h30min e andamos só até o posto Texaco (6 km). Estávamos decididos a conseguir carona até Fortaleza, pois o vento estava terrível. Tomamos café com leite e comemos pão com ovo. Mais tarde, farinha com coalhada.

Às 11h15min conseguimos carona num caminhão carregado de pedras até Itapajé. Despachei aerogramas para Nelson Cantanheide de Miranda e Eduardo Peluso Pederneiras.

Depois, fomos ao posto BR, na saída da cidade. Conseguimos almoço na churrascaria anexa.

Não tendo conseguido carona, seguimos viagem. Em São Miguel, tomamos banho num açude. Uns 20 km depois, conseguimos carona numa F-1000 até Fortaleza, onde chegamos às 18h.

Seguimos até e apartamento dos pais de Jerônimo, perto do aeroporto. Fomos recebidos por Dona Tereza. Guardamos as bicicletas, tomamos banho, jantamos, assistimos TV e fomos dormir às 21 horas.


24 e 25/09/87 Passeamos pela cidade, fomos entrevistados pelo jornal Diário do Nordeste e bati uma foto de Ilda numa praia onde havia um estranho monumento que as pessoas chamavam de o chifre do governador.


26/09/87 Depois de dois dias de mordomias, saímos do apartamento às 7 horas.

Em Messejana, despachamos um aerograma para Áurea, em Natal. Choveu um pouco.

Em Aquiraz, paramos na estação rodoviária para descansar e pedimos água. Na saída, Ilda juntou uns pedaços de cana que caíram de um caminhão. Na beira da estrada, em todas as oportunidades, Ilda pegava cajus.

Perto de Cascavel, tomamos banho num açude. Paramos num comércio à beira da estrada e comemos o macarrão que trouxemos já cozido de Fortaleza. Noutro posto, na entrada de Beberibe, comemos pamonha.

Às 17h30min escureceu. Pedimos para dormir numa casa à beira da estrada perto de Quatro Bocas e fomos bem recebidos por Dona Auxiliadora Lima Rocha.


27/09/87 Depois de tomar café com beiju, ganhamos uma garrafa de cajuína de Dona Auxiliadora e seguimos viagem. Eram cinco horas e alguns minutinhos. Caíram duas pequenas chuvas. Paramos várias vezes para descansar. Passando por Parajuru, vimos uma salina.

Mais adiante, paramos num comércio e compramos rapaduras, bolachas e refrigerantes.

Já próximos de Aracati, descansamos na Polícia Rodoviária, onde ganhamos mais algumas rapaduras. Mais adiante, tomei banho num posto de gasolina e pedimos comida na Churrascaria Beira Rio.

Depois do almoço, atravessamos a ponte sobre o Rio Jaguaribe e entramos em Aracati, onde descansamos numa praça e comemos picolés. Mais ou menos às 15 horas, fomos a um orelhão e falamos com mamãe e Marta.

Andamos mais uns 15 km na direção de Mossoró. Ao escurecer, pedimos para dormir na casa de um rapaz que trabalhava nos cajueiros. Era casado e tinha três crianças pequenas e dois cachorrinhos novos. Ilda jantou galinha caipira com farinha. Eu, cheio de rapadura, não quis.

Era uma família extremamente pobre.


28/09/87 Saímos da casa às 5h10min. Nos dois lados da estrada. Muitos cajueiros e poucos cajus. Mesmo assim, Ilda sempre via algum e parava para pegar.

Na entrada para Icapuí, pedimos alimento num comércio/restaurante muito movimentado e ganhamos um banquete (inhame, cuscuz, leite de cabra, café, ovos), sendo que saímos muito bem alimentados.

Pouco depois do meio-dia, uns dez km antes de Mossoró, pedimos comida no restaurante de um posto de gasolina e almoçamos.

Em Mossoró, descansamos numa praça, comemos alguns picolés em outra praça e fomos à central telefônica (Telern). Telefonei para Aurino Dias Paiva e informei que chegaria a Açu no dia seguinte. 

Bati uma foto de Ilda em frente a uma igreja. 


Pedimos água num posto na saída da cidade e seguimos até Zé da Volta, onde chegamos depois de andar um bom tempo no escuro.

 Ainda comemos um melão que achei no meio da pista!

Chegando ao posto-restaurante-hotel Zé da Volta, encontramos todos os quartos ocupados. Compramos setenta cruzados de comida e jantamos.


Amarramos as redes no galpão junto aos quartos. Ilda dormiu e eu fiquei cuidando. Às 22h30min, Brito, um funcionário do posto, conseguiu o quarto número 1 para nós e lá nos instalamos.

domingo, 5 de março de 2017

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 7ª parte (Campo Maior/Irauçuba)

19/09/87 Saímos da casa às seis horas e tomamos café uns 4 km mais adiante numa barraquinha.

Em Cocal de Telha paramos para pedir água. O calor, às 8 da manhã, já era muito forte.

Em Capitão de Campos, 10 km após Cocal de Telha, pedimos mais água. Tomamos banho num riozinho que tinha água, pois a maioria era sem água. A vegetação já estava bastante seca. A maioria das árvores não tinha mais folhas.
Ainda antes de Piripiri descansamos na Polícia Rodoviária e tomamos banho noutro riozinho.

Entrando em Piripiri, ganhamos muitas bananas, farinha e macarrão, e caldo de cana. Ficamos empanturrados e fomos passar um tempo numa pracinha.

Depois, andamos pelo centro e sentamos em outra pracinha. Aí, inesperadamente, depois de vários dias, caiu uma chuva forte e fria que durou uma meia hora.

Seguimos até um posto de gasolina que ficava junto á igreja e um ponto de táxi.

 Alguns motoristas me reconheceram da viagem de 1984, e, como naquela vez, fizeram uma vaquinha e nos deram sessenta cruzados.

Ao anoitecer, por indicação dos taxistas, fomos ao posto Peteca pedir pernoite, sendo que nos alojamos num quarto vazio. Às 19 horas já estávamos deitados nas redes.



20/09/87 Saímos às 6 horas. Tendo andado uns 20 km, tomamos café com ovos e farinha numa casa à beira da estrada.

Mais uns 20 km, perto de Alto Alegre, aceitamos uma carona num caminhão baú até Tianguá.

Descemos do caminhão e fomos até a Rua Dep.Manoel Francisco 725. Procurávamos Valdir. Ele estava em viagem à sua terra natal (Ipu).

Edivônio, seu cunhado, nos convidou para almoçar na casa dele, do outro lado da rua.

Saíram todos de carro e ficamos na casa com a sogra de Valdir. Atualizei o diário e Ilda escreveu para Dionilson.

Às 12h30min seguimos para Ubajara (20 km) para conhecer uma gruta.

 Lá chegando, soubemos que o bondinho que descia o morro estava sem funcionar desde 1985 e que teríamos de descer por uma trilha de 3 km. Desistimos e voltamos a Tianguá.

Fomos à casa de Edivônio mas ele ainda não havia retornado. Andamos pela cidade. 

Estava ficando muito frio. Comprei comida para Ilda num restaurante.

Lá pelas 21 horas chegou Edivônio com a esposa e o neném.
Tomamos banho, jantamos e fomos dormir.


21/09/87 Depois de tomar café, Edivônio, que fazia dentaduras, foi trabalhar na casa do pai dele. Nos despedimos, visitamos Valdir e partimos às 8h40min.

O céu estava nublado e o vento estava muito forte. Descemos a serra (10 km) e seguimos contra o vento, lentamente, até Frecheirinha, onde despachamos a carta para Dionilson.

Pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, bananas, laranjas e rapadura.

Seguimos viagem. Estava difícil andar contra o vento. Conseguimos uma carona de Aprazível até Sobral.

Compramos dois cartões postais. Pedimos alimentos em seis casas e não ganhamos nada.
 Bati uma foto e seguimos até Forquilha (14 km), onde comprei um pacote de macarrão.


Seguimos adiante mais 9 km e tomamos banho num açude. Pedimos para ficar numa casa ao lado de uma escolinha no km 199.

Na cozinha da casa Ilda preparou o macarrão. 
Jantamos e armamos as redes para dormir. Passamos muito frio.




22/09/87 Após o café, seguimos viagem. Eram 5h54min. O vento já estava forte.
 Compramos um pacote de bolachas no caminho e tomamos banho num açude.

 Por volta das 10 horas, chegamos à Fazenda Ipueirinha (km 166) e falamos com o Sr. Raimundo Martins, pai do Edgar, que morou comigo num pensionato em Belém. Lá descansamos e almoçamos,

Saímos às 14 horas e gastamos duas horas para percorrer os 18 km até Irauçuba. E chegamos cansados. Despachamos dois postais no correio e fomos até uma oficina  para troca de peças no eixo central da minha bicicleta.

Depois pedimos pernoite no Dormitório Ceará, onde fomos bem recebidos pelo Sr. Antônio. Ilda preparou macarrão na churrascaria ao lado do terminal de ônibus.


Após as 20h, liguei para Jerônimo e para mamãe fomos dormir.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 6ª parte (Caxias/Campo Maior)

16/09/87 Levantamos às 6 horas. Tomamos café, nos despedimos de Dona Nice e saímos às 7h45min, levando comida e frutas, com o que passamos o dia (ainda comemos cajus na beira da estrada).

Tomamos banhos em igarapés. Passamos por Timon, atravessamos a ponte sobre o Rio Parnaíba e entramos em Teresina. Fomos direto à casa de Dona Maria José, avó de Lucélia.

Da casa fui aos correios despachar correspondência.

À noite, logo depois de jantar, fomos dormir.

17/09/87 Pela manhã fomos visitar a família de Airton Bohn, sendo que despachamos mais correspondência nos correios.

Airton nos levou pela cidade a passeio no seu carro.

De volta à casa de Maria José, almoçamos.

À tarde, levei uma bicicleta para manutenção na oficina e dei um passeio a pé com a Ilda.

À noite fomos jantar na casa de Airton e lá dormimos também.

Antes de dormir ficamos na sala para ver e ouvir Fernandinho no violino e o resto da família no piano.


18/09/87 Após o café da manhã nos despedimos da família de Airton levando 500 cruzados que ganhamos para gastar.

Fomos à casa de Maria José, arrumamos as coisas, agradecemos e seguimos viagem.

Até Altos, vimos muitos sítios com árvores frutíferas, laranjais e trechos de uma ferrovia.

Chegando a Altos, ganhamos cajus e laranjas numa casa, água em outra e fomos pedir almoço no posto e restaurante Vilany, da Dona Carmelita, na saída da cidade.

Depois, por uma estrada plana e com fazendas dos dois lados, fomos até Campo Maior.

Compramos macarrão e biscoitos e fomos a uma oficina tirar a folga do eixo central.

 Havia muitas bicicletas nas ruas da cidade, quase todas da marca Monark.

Pedimos alimentos numa casa e ganhamos bananas e laranjas.


Saímos da cidade às 17 horas.  Depois de escurecer, por causa do movimento intenso, pedimos para dormir numa casa à beira do asfalto, a 24 km de Campo Maior.

Fomos muito bem recebidos, mesmo não havendo energia elétrica.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Minha segunda grande viagem/lua de mel -5ª parte (Bacabal/Caxias)

14/09/87 Depois de um café reforçado preparado por Dona Antonieta, ficamos andando por Bacabal e seguimos viagem às onze horas.

Depois de andar uns 4 km, aceitamos uma carona num caminhão (mais ou menos 100 km). Passamos por Caxuxa e Peritoró, e descemos do caminhão junto a uma fábrica de cimento (Nassau) perto de Codó.



 Pedalamos até um lugar chamado “17” e comemos duas paneladas (muito arroz com um pouco de mocotó de gosto ruim).

Seguimos viagem e, ao anoitecer, com dificuldades de visibilidade por causa do ofuscamento das luzes dos veículos, pedimos abrigo na entrada de uma fazenda, na altura do km 500.
 Um funcionário que morava numa casinha e o seu filho nos acolheram e nos serviram farinha com leite de babaçu e café.

Logo penduramos as redes num galpão. Lá pelas 22h30min surgiu um vento frio (vento Pororoca). Colocamos as duas redes uma dentro da outra e deitamos junto.


15/09/87 Após o café e um pouco de conversa com José Carlos, saímos para Caxias por volta das 8 horas. Eram apenas 55 km, mas as longas subidas e o vento contra dificultaram o nosso deslocamento.

Os coqueiros de babaçu foram desaparecendo e dando lugar a árvores pequenas e espaçadas.

Tomamos banho em igarapés e fizemos várias paradas.

Entramos em Caxias às 14 horas e procuramos a casa do Padre Damasceno e Dona Nice, tios da Lucélia. Ficamos lá descansando.   Fizemos três refeições, das 16 às 21 horas e, depois, fomos dormir.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Viagem nova



Dez anos depois da última viagem (Tutóia/2007),  vou dar uma andada por umas quatro semanas.

Colegas meus acham que já estou muito velho e que não dou mais conta, mas só posso comprovar   na prática.

Depois eu conto a história.

Desconto inesperado

Mais ou menos em 2005 fiz um passeio de 14 dias (Belém/Santa Inês-MA/Açailândia/Ananindeua = 1.400 km).

No dia em que fui de Buriticupu até Açailândia, após uns 20 km subindo e descendo morrinhos bem acentuados, num trecho plano, parei num mercadinho para uma merenda.

Ao sair, notei que estava totalmente fatigado. Fui me arrastando até Açailândia e andei mais dez km para dormir no Posto Jacaré.

No outro dia, igualmente cansado, andei só uns 130 km até Ulianópolis, onde fiquei no posto de gasolina para descansar.

Para comer, só no restaurante do posto, o mínimo era 7 reais (self service), muito caro para mim naquela ocasião.

Lá pelas 19h, quando abriu o restaurante, fui o primeiro a entrar. Enchi o prato de salada, uma porção de macarrão e um pedacinho de carne. Comi logo e levei o prato até a janelinha da cozinha.

Ao sair, a mulher que estava no caixa me chamou. Perguntou se eu não ia jantar e eu disse que aquilo que eu havia comido era o suficiente. Ela, então, dizendo que eu não comi nada, devolveu cinco reais.


No dia seguinte, já recuperado da fadiga, fui até Mãe do Rio.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Minha segunda grande viagem/lua de mel - 4º parte (Zé Doca/Bacabal)

12/09/87 Saímos do hotel, pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, bolachas, melão, bananas e cuscuz com café.

 Seguimos viagem às 8h40min. Comemos cajus na beira da estrada. Os coqueiros de babaçu passaram a predominar na paisagem.

Em Bom Jardim, tomamos banho e almoçamos de graça no Posto Magnólia 08.

Seguindo viagem, passamos por um trecho de uns 10 km ao lado de uma reserva indígena. Ilda ficou com medo. Passamos a ponte sobre o Rio Pindaré e entramos em Santa Inês às 15h10min. Ficamos por um tempo na praça junto à igreja.

Depois, fomos pedir lugar para pernoitar em duas residências, mas só conseguimos no Hotel Amazonas.

Ao anoitecer, pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, suco de laranja, melancia e 17 cruzados. 

Tomamos banho na lanchonete anexa a um posto Atlantic.

Voltamos à praça da igreja e de lá seguimos para o Hotel Amazonas, onde guardamos as bicicletas e fomos dormir. Estava muito quente no quarto.


13/09/87 Saímos de Santa Inês às 6 horas.Fazendas dos dois lados, subidas e descidas suaves, vento lateral, andamos com um  bom ritmo por umas duas horas e meia.

Daí em diante, Ilda começou a reclamar de dores na “poupança” (outra vez).

Com ritmo mais lento, entramos em Andirobal. Conversamos um pouco com alguns curiosos que nos abordaram na entrada do povoado. Pedimos alimentos numa casa e ganhamos farinha. Pedimos em mais duas casas e não ganhamos nada.

 Às onze e pouco, chegamos a um posto de gasolina em Zé Chicão, onde tomamos banho. Pedimos comida ao dono do restaurante que disse ser o próprio Zé Chicão e fizemos uma excelente refeição.

Por volta das 17 horas entramos na cidade de Bacabal. Pedimos alimentos em algumas casas e ganhamos pão, bolachas, bananas e laranjas.

Fomos até a agência dos correios procurar pelo Sr. Paulo, o gerente, parente de uma ex-colega de trabalho (a Lucélia). Lá o encontrando, soubemos que morava no mesmo prédio, no pavimento superior. Falamos com ele e sua esposa Antonieta e combinamos voltar mais tarde para dormir, o que aconteceu depois de eu e a Ilda darmos mais umas andadas pela cidade.


Como na noite anterior, estava muito quente.