domingo, 18 de agosto de 2019

Viagem 2.500 km - 2ª parte (Ananindeua-PA/Itinga do Maranhão-MA)

13/01/2019 = 183 km

Saí de casa às 5h30min, passei no Acará às 12h35min, Concórdia às 14h40min e cheguei a Mãe do Rio às 19h20min.

Consumo do dia: 300g queijo, 3 bananas, 3 bolachas, 1 copo de café, 600 ml de refrigerante, 5,4 litros de água.

Detalhes: dia totalmente nublado e muito quente (o sol só apareceu depois das 14h);

      Na Alça Viária encontrei um ciclista veloz e ele gravou um vídeo engraçado que foi para o facebook Lauro Fiss;

       Entre Concórdia do Pará e Santana do Capim sentei no acostamento por alguns minutos para recuperar o fôlego (efeito da combinação calor+umidade).

Passei a noite no Hotel Real. Quando deitei para dormir ouvi cair uma chuva torrencial.





Saindo de casa 13/01/19
No posto de gasolina em Concórdia do Pará












Em frente ao Hotel Real (Mãe do Rio)






14/01/2019 = 194 km



Saí de Mãe do Rio às 5h30min, passei por Ipixuna às 10h10min, Paragominas às 14h50min e cheguei a Ulianópolis às 22h10min.

Consumo do dia: 4 bananas, café+pão, 200 g de queijo, café, 9 bolachas, empanado+ café, 5,3 litros de água.

Detalhes: choveu fino até às 9h da manhã.

     Um funcionário do posto Ipiranga em Paragominas informou que havia ainda um restaurante
lá onde havia o Posto Pernambuco, a 40 km de distância.

     Planejei arranjar um pernoite por lá, mas quando cheguei só havia plantações de soja.

No posto Ipiranga Paragominas
     Com o anoitecer, a chuva e o acostamento ruim só consegui chegar a Ulianóplis às 22h10min.

     Vi uma borracharia em frente ao posto Complexo Madeireiro e pedi para dormir lá. 

     O borracheiro permitiu e, após alguns minutos, fechou a borracharia. Pouco antes da meia-noite  começou a chover forte e tive de recolher a rede por causa das inúmeras goteiras.
     Sentei dentro de um pneu que estava encostado na parede e adormeci.

     Acordei para urinar e ao levantar caí de cara no chão, como um bêbado. As minhas duas pernas estavam dormentes. Machuquei o rosto um pouco e sequei o sangue com papel higiênico.

     Sentei e dormi novamente no pneu; lá pelas 5h levantei outra vez, mas com muito cuidado para não se repetir a "videocassetada"....





15/01/2019 = 83 km


Saí de Ulianópolis às 7h e cheguei a Itinga do Maranhão às14h30min.

Consumo do dia: café+pão de queijo, 4 bananas, café+bolo, 5 bolachas, feijão+ovos+arroz+farinha, 2,5 litros de água.


Detalhes: choveu até as 10h da manhã;  comprei uma pomada em Itinga do Maranhão.

Fiquei na movelaria na saída da cidade para recuperar o sono (noite muito mal dormida). O dono, vereador, já me conhecia de 2017,  preparou a comida para mim (foto) lá pelas 15h. Quando cheguei ele estava cochilando numa cadeira dentro da movelaria.









Amanhecendo em Ulianópolis

Em Itinga do Maranhão 





Passeio 156 km (Ananindeua/Vila Pernambuco/Castanhal/Ananindeua)

No primeiro domingo de agosto fui conhecer o caminho que liga Vila Pernambuco a Inhangapi.

Saí de casa às 7 horas na minha bicicleta Monark.

Muito sol.

Ambiente urbano na BR até Santa Isabel.

De Santa Isabel segui na estrada para Bujaru até o km 23; entrei à esquerda numa estrada de piçarra com algumas costelas de vaca e andei os 12 km até Vila Pernambuco  onde cheguei às 11h35min.

De lá, em vez de ir na direção da BR fui por outro caminho, mais próximo do rio.

Também piçarra, porém mais trepidante.

Com uns 6 km encontrei a ponte sobre o Rio Apeú, extensão +/- 40 m, interditada, em reforma.
 Usei uma passarela improvisada pela lateral (mais ou menos um metro de largura).

Mais adiante passei por um campo de futebol e notei um jogo muito disputado em pleno meio-dia.

Cheguei ao km 11 da estrada Castanhal/Inhangapi às 12h55min.

Calculei 17 km de Vila Pernambuco até lá. Estava a 5 km de Inhangapi.

Conversrei com um mototaxista que estava na parada de ônibus e segui para Castanhal.

O céu ficou nublado e começou a chover faltando 3 km para Castanhal.

Atravessei a cidade por umas ruas que não conhecia e tomei refrigerante na praça perto do cemitério.

Na volta, fiz uma merenda e comprei mel no Queiroz (Vila Americano).

Os últimos 23 km foram sob chuva e  com motoristas patetas que ultrapassam pelo acostamento.

Cheguei às 18h04min.

127 km de asfalto + 29 km de piçarra.

Consumo do passeio: 2,7 litros de água, 500 ml refrigerante. 1 coxinha + café.

domingo, 21 de julho de 2019

Viagem 2.500 km - 1ª parte (Ananindeua-PA/Floriano-PI/Ananindeua~PA)

Seu Cosme é um vendedor do Laboratório Sobral, de Floriano-PI.







Com Cosme na casa dele.


Sabedor das minhas andanças, desde 2016 ele pedia para que eu incluisse Floriano na próxima viagem de bicicleta.

Em 2017 e 2018 a geografia não ajudou.

No segundo semestre de 2018 falei a ele que minha próxima  viagem seria especialmente para visitá-lo em Floriano.


E assim foi: em janeiro/2019,  16 dias pedalando, 1 dia de mordomias em Floriano.


Amanhecendo machucado em Ulianópólis/PA














Na balsa entre S.Francisco do Maranhão e  Amarante/PI








Santa Luzia do Paruá/MA



Perdi 3,5 kg e a bicicleta furou 3 vezes o pneu.















domingo, 30 de junho de 2019

Passeio 105 km (São Francisco do Itá)

Hoje eu pretendia conhecer um caminho que liga Vila Pernambuco a Inhangapi, mas acordei mais tarde que o previsto e resolvi fazer um percurso menos demorado.

Saí com a bicicleta às 7h15min. O sol estava bem quentinho e a BR estava com muito trânsito e barulho.

Entrei em Santa Isabel às 9h15min e segui pela estrada para Bujaru.

Na entrada para Caraparu parei para beber água e um motoqueiro pediu informação.
Ele disse que é de um grupo de ciclismo e que admira me ver em tudo que é lugar....

Às 10h29 min entrei para a esquerda, passei por São Francisco do Itá. Num bar eu vi alguns rapazes vestindo a camisa do Clube do Remo.

A estrada de piçarra  até Americano estava boa.

Por uns 6 ou 7 km andei na sombra do mato ("ar condicionado".

Naquele lugar onde há uma rampinha depois de uma ponte encontrei um grupo de moças, rapazes e crianças correndo enlameados como os recrutas militares.

Na subida da rampinha um dos rapazes empurrou a minha bicicleta para ajudar na subida (embora não fosse necessário).

Às 11h29min eu já havia atravessado a rua poeirenta de Americano e saí novamente na BR, a 44 km da minha casa.

Senti o calor+umidade dificultarem a respiração.

Cheguei de volta às 14h10min.

Consumo do passeio: apenas 2 litros de água.

domingo, 2 de junho de 2019

Viagem janeiro/18 - 10ª e última parte (Angicos-Ceará Mirim/RN)






23/01/18 Acordei cedo e tomei café na casa de Ido.

A esposa dele  ensinou como chegar até a oficina do Dão (o Dão era o mecânico quando ela levava as filhas na bicicleta).

Chegando lá, a oficina era só  para motos e  indicaram uma loja no centro da cidade onde eu poderia encontrar corrente para bicicleta.

Mais um tempo empurrando a bicicleta pela cidade, achei a loja e comprei a corrente mas não havia mecânico para colocar.

Numa calçada perto da loja  havia um mecânico que estava mexendo numa bicicleta de criança e indicou outra oficina a mil e poucos metros dali (estava muito ocupado!).

Chegando na outra oficina (era de motos), o mecânico de bicicletas havia saído.

Fiquei de voltar mais tarde e fui visitar Manoel João (em frente à Delegacia de Polícia).

Uma senhora que estava lá falou que ele e Dona Severina foram ao Posto de Saúde.

Voltei à oficina, encontrei o mecânico e ele colocou a corrente na bicicleta.

Retornei à casa de Ido, agradeci por tudo, ajeitei as coisas na bicicleta e voltei à casa de Manoel João.
Conversei com ele e Dona Severina, almocei e segui viagem pouco depois das 14h.



Dona Severina, Manoel João e o neto.



Depois que passei por Fernando Pedrosa fiquei vendo aquele morro (Monte Cabuji - vulcão extinto).

Monte Cabugi, imagem marcante

Depois encontrei um rapaz que estava indo para Lages de bicicleta (ele trabalhava numa fazenda na beira da estrada). Conversamos bastante e ele indicou uma pousada boa e barata na entrada da cidade.

Fiquei lá, fui muito bem tratado, jantei e dormi no quarto nº 5.

Neste dia pedalei 42 km, não anotei o consumo no caminho mas lembro que comi um pedaço generoso de pizza na pousada.
Na pousada em Lages
24/01/18 Acordei às 5h40min, entreguei as chaves no quarto da dona e segui viagem.

Com uns 10 minutos pedalados notei que o pneu traseiro estava estranhamente com pouco ar (...furado).

Caía uma chuvinha fina e fui enchendo o pneu com a bomba de 5 em 5 km.

O pneu traseiro, com fita antifuro, estava careca desde Canindé/Quixadá.

Em Caiçara do Rio dos Ventos comprei um pneu e uma câmara e pedi para o borracheiro (outro lado da rodovia) trocar.











Na borracharia em Caiçara do Rio dos Ventos

Em Santa Maria entrei para a esquerda no rumo de Ceará Mirim. Vi muita atividade agrícola no município de Ielmo Marinho.

Passei por Ceará Mirim às 15h30min.

Com mais duas horas de pedal, cheguei à casa de José Aprígio, no povoado Caiana, 10 km antes de Muriú, bem na frente do campo de futebol.


Momento da chegada na casa de José  Aprígio





Sentados na frente da casa ao final do dia


Neste dia pedalei uns 140 km e o consumo foi uns 4 litros de água, café+bolo, um litro de leite, café, bolachas e 3 bananas.

Tirei umas peças da bicicleta e dei o resto para um vizinho do José Aprígio.

Fiquei 3 dias descansando na casa dele e voltei de ônibus (38 horas num ônibus executivo "pinga-pinga" do Expresso Guanabara.)

Ainda encontrei a filha caçula de Ido no terminal em Natal e numa parada na BR (ela estava em outro ônibus para Angicos).







quarta-feira, 1 de maio de 2019

O garfo quebrou!

Lá na década de 90, num domingo, umas 9 horas da manhã, saí com a minha Caloi Barraforte para mais um passeio.

Depois de Santa Isabel segui no rumo de S.Antônio do Tauá.

No km 12, antigo Posto Fiscal, entrei naquela estrada chamada Transcastanhal, em direção à Vila Santa Terezinha.

Já fazia alguns dias que a direção estava meio dura e eu achava que era coisa de bacias, cones e esferas...

Tendo andado uns 5 km, bem no meio do areal, fazendo força para não encalhar, o garfo quebrou.

Eram 12h15min.

Fiquei com os dois guidões na mão, (um alto e um reto soldados um ao outro) a roda com o garfo no chão e o quadro com garupa e caixa entre as pernas.

Devido à baixa velocidade nem caí.

Na hora do almoço, num lugar deserto, sem conhecer o lugar.

Eu estava pensando como me sair desta dificuldade.

Em menos de cinco minutos apareceu um outro rapaz numa bicicleta Monark com um caixa de frangos vazia na garupa.

Ele nem perguntou nada e logo se ofereceu para ajudar.

Estava voltando para casa (S.Antônio do Tauá), mas quis me ajudar primeiro.

Colocamos a minha bicicleta desconjuntada em cima da caixa dele e fomos até a casa de uma senhora cliente dele a uns 800 m dali.

Deixamos a minha bicicleta lá e seguimos com a dele (eu pedalei pois ele era baixinho e bem mais leve que eu) à procura de outro garfo.

Depois de umas três tentativas fracassadas em conhecidos na área rural, resolvemos ir até Santa Teresinha. 7 km.

Lá no povoado fiquei num comércio (casa do seu Torquato).

O rapaz foi procurar um garfo e voltou depois de uma meia hora.

Com o tal garfo voltamos à casa onde estava a minha bicicleta.

O garfo era de Monark e ficou com uma folga. Sem conseguir apertar bem, o guidão ficou rebaixado para a frente.

Quando a minha bicicleta ficou pronta para andar, eu quis pagar mas ele não aceitou.

Mesmo assim fiz ele ficar com todo o dinheiro que eu tinha (uns vinte e poucos reais).

A dona da casa serviu uma merenda e sugeriu que eu voltasse pelo Apeú.

Agradeci e fui.

Chegando à ponte em Santa Terezinha segui à direita por um ramal  e andei 12 km até Apeú (muitos morrinhos).

Escureceu. 

Sem luz, com o pescoço doendo por causa do guidão baixo, o acostamento cheio de buracos,meti a bicicleta na pista e pedalei com vontade.

 Andei na luz dos carros. 

Quando algum carro chegava muito perto eu ia para o acostamento, parava de pedalar e agüentava no braço a buraqueira.

 Entrei na minha rua depois das 21h.

(no outro dia comprei um garfo novo muito bonito para o meu gosto (vinho metálico) e o mecânico Ted arranjou um garfo preto usado para trocar.

 Este garfo preto -as pessoas chamavam de free-style- foi o melhor e mais resistente que usei.

 Depois de mais de dez anos, com a rosca muito gasta, deixei-o numa oficina para mais alguém que quisesse usar.


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Viagem janeiro/18 - 9ª parte (Quixeré-CE/Angicos-RN )


21/01/18 Acordei cedo, comi duas bananas, observei uma das frentistas medir o combustível dos tanques, agradeci e segui viagem às 5h20min.

Depois de pedalar poucos minutos me surpreendi ao ver as luzes de Quixeré lá em baixo.

Eu devia estar a uns 4 ou 5 km da cidade.


Vista de Quixeré ao amanhecer
Andei mais uns km e parei na lanchonete de um posto de gasolina (povoado Santa Terezinha).

Ouvia-se música de alguma festa (a mesma música que eu ouvi durante a noite no posto onde dormi).

Segui viagem por uma estrada muito plana, vi uma fábrica de cimento Apodi. 


No trevo junto à fabrica de cimento Apodi
Um grupo de ciclistas passou por mim andando com o dobro da minha "velocidade".

Um bom tempo depois, logo ao atravessar a divisa CE/RN parei na lanchonete de um posto e lá estavam os velocistas. Me apresentei como sendo um vagarosista. Fiz uma merenda com uma salsicha e café. 

Um dos ciclistas alertou que aquela salsicha iria me fazer mal; argumentei que tenho pressão baixa e preciso comer coisas bem salgadas...

Passei por Baraúna e comecei a sentir mal estar quando estava entrando em Mossoró.
Parei umas duas vezes e sentei no acostamento de tão mal que me senti.

Entrei na cidade e, numa parada de ônibus em fente à Petrobrás encostei a bicicleta.  Deitei no banco por uns 40 minutos.

Ao levantar vomitei muito líquido e muitos pedacinhos cor-de-rosa (salsicha) que pareciam plástico.

Me sentindo ou pouco menos mal, fui andando precariamente até um posto na saída da cidade e lá fiquei até umas 15 horas.

Segui adiante, mas, tendo andado uns dez minutos o pneu furou. 

Parei na calçada da polícia militar para trocar a câmara.

Ao virar a bicicleta  senti muita fraqueza.

Ajeitei o pneu e, sem coragem de seguir, retornei ao posto na saída de Mossoró.

Estava com medo de comer e vomitar novamente. Passei o resto do dia com iogurte e bolachas salgadas.

Pendurei a rede entre duas árvores e dormi.




Neste dia pedalei só 89 km e o consumo foi 2 bananas, minibolo, café, salsicha+café, café+leite, iogurte, bolachas salgadas e uns 3 litros de água.





22/01/18 A loja de conveniência do posto estava fechada.
Voltei uns dois km e tomei café no outro posto .

Às 5h40min segui. No caminho para Zé da Volta encontrei outro ciclista que estava numa viagem de 3 dias (Fortaleza/Açu).
Conversamos por alguns minutos (ele estava andando melhor e seguiu na frente). 

No posto Zé da Volta parei para um descanso. Normalmente apenas dormir é descanso suficiente, mas neste dia eu estava muito fraco.

Na entrada de Açu, às 12h15min, tomei um suco de manga que melhorou minha disposição.

No caminho para Angicos a corrente arrebentou. Não encontrei o pedaço que faltava, havia muito óleo na corrente e eu sou péssimo mecânico.

Deixei a corrente lá no acostamento. Faltavam só 24 km Para Angicos. Calculei chegar lá pelas 20h30min e fui empurrando e fazendo banguela nas descidas.

Faltando 16 km, numa grande lanchonete entrei para tomar um suco. Havia tanta gente que desisti.

Na saída alguém me chamou. Era Ido, um dos muitos filhos de José Aprígio. 
Ele estava indo para Açu trabalhar e me viu na beira da estrada.

Disse a ele que chegaria lá em Angicos à noite por causa da corrente arrebentada mas ele me convenceu a aceitar uma carona. Colocamos a bicicleta no carro e  voltou para casa e me deixou lá com a esposa e uma das filhas (depois ele voltou para Açu).
Ido quando me achou a 16 km de Angicos


Depois de tomar banho e descansar, a esposa de Ido preparou um caldo para "ressucitar".


Caldo para "ressuscitar" na casa de Ido


Depois, à noite, fui com a esposa e a filha de Ido ao culto na igreja (esqueci o nome delas).

Neste dia pedalei 94km+8km a pé e + 16 km carona;
o consumo: bolo+café, café, suco de manga e uns 4 litros de água.