quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Passeio Alça Viária

Hoje, feriado, eu fui andar um pouco na estrada e escolhi a Alça Viária. 

Com trânsito menos intenso que na BR e bom acostamento, andei com marchas leves e na zona de conforto respiratório.

 Fui até o km 46,5, onde começa a perna sul, e voltei para casa, completando 103 km em 7 horas. 

O consumo? 3,5 litros de água e 23 bolachas maria. 

Minha primeira grande viagem (Nova Timboteua/Belém) (40ª e última parte)

26/05/1984  Acordei ao clarear o dia e fui até a sala. Atualizei o diário. Ana, a menina que trabalhava na casa, chegou. O resto da família foi levantando e aparecendo.

 Tomamos café, bati uma foto, me despedi e segui viagem. Eram 8 horas da manhã. Clodoveu me deu, ainda, cinco mil cruzeiros “para fazer um lanche”.

 Eram os últimos 140 km da viagem iniciada em dezembro/83. Passei por algumas fazendas, uma plantação de mamão.

 Passei por Castanhal. Uns 10 km depois bebi água num posto de gasolina. Depois, umas plantações de cacau, uma de “pinus elliottis” e muito mato. O trânsito foi ficando mais intenso.

 Passei por Santa Isabel do Pará. Eu estava eufórico e cantarolava o tempo todo. A 26 km de Belém, começou a chover muito forte e eu vim pelo acostamento alagado e cheio de buracos.

A 12 km de Belém, num campo de futebol que ficava ao lado de uma empresa chamada Guatapará, pediram para que eu jogasse no time, pois alguns atletas não haviam chegado. Participei do aquecimento, e, em menos de dez minutos, chegaram os outros jogadores.


 Não sendo mais necessária a minha presença, segui até Belém, onde cheguei às 16 horas. Estava concluída a viagem e realizada a fantasia.

domingo, 28 de agosto de 2016

Minha primeira grande viagem (Capanema/Nova Timboteua) (39ª parte)

24/05/84 Levantei ao amanhecer e segui viagem. O asfalto era cheio de buracos. Passei por uma cidadezinha chamada Peixe Boi e segui até Nova Timboteua.

Lá chegando, procurei por Clodoveu, na Emater.

 Depois, na casa dele, um banho e café da manhã com pão e pupunha.

Lavei minha roupa e fiquei pela casa. Almocei com a família: Clodoveu, Marisete (esposa), Verena (filha) e Ana.

 À tarde, Clodoveu e Marisete foram trabalhar; ele, na Emater e ela na Cosanpa. Fiquei no sofá assistindo TV.

Clodoveu chegou e foi comigo ao sítio. Caminhamos um pouco pelas plantações de limão e pimenta. Ensacamos 600 limões que um empregado havia colhido e voltamos para a cidade.

Ficamos um pouco na sala e Clodoveu ficou lendo um livro “As melhores histórias reais de crime, mistério e suspense”. Eu fiquei bisbilhotando alguns volumes de enciclopédias. Jantamos. Marisete havia preparado macarrão. Não sobrou nada.

Voltamos à sala. Chegaram alguns parentes. Depois que foram embora, dois rapazes ficaram para assistir Vasco x Fluminense na TV. Clodoveu havia preparado algumas caipirinhas, sendo que a minha ficou pela metade. Depois do jogo, os rapazes foram embora e nós fomos dormir.


25/05/84 Levantei por volta das sete horas. Minha roupa ainda  estava úmida (muita chuva). Depois do café, Clodoveu foi a Capanema, Marisete à Cosanpa, e Ana saiu com Verena.

Pendurei a roupa ao sol e fui dar umas voltas pela cidade. Numa oficina pedi para ajustar o eixo central.

 Fui à Cosanpa e fiquei com Marisete até o meio-dia. Depois do almoço, tirei uma soneca.

 À tardinha, fui até a Emater. Saí com Clodoveu e fomos até o barzinho dele, onde o pessoal jogava bilharito e conversava animadamente. Fiquei lá por alguns minutos.


 Voltei para a casa e Clodoveu ficou tomando conta do bar. Quando sentamos à mesa para jantar, Clodoveu chegou. Depois, arrumei minhas coisas, assisti um pouco de TV e fui dormir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Passeio Benevides/Santa Isabel)

Hoje, feriado, saí às 9 horas para dar um passeio. 

Eu queria ir até Castanhal, mas, incomodado com o movimento na BR, entrei em Benevides. Andei por umas ruas desconhecidas e me perdi. Depois de pedir orientação a umas cinco ou seis pessoas, consegui achar a saída para o caminho da zona rural que vai para Caraparu.

Vi muitas hortas onde antes não havia nada. 

Tentei encontrar um caminho novo para Santa Isabel mas não acertei. sendo que fiz a volta lá pela entrada de Caraparu via PA-140.

Chegando a Santa Isabel, resolvi encontrar por lá um caminho para Benevides sem passar pela BR e sem voltar pelo caminho via Caraparu.

Alguns mototaxistas falaram que havia um caminho lá pelo bairro Novo Horizonte. Fui até lá, perguntei a uns 3 ou 4 moradores. Recebendo respostas desencontradas e duvidosas, desisti e saí na BR ao lado daquela indústria de frangos no km 34.

A parte  do passeio que eu gostei mais foi estar meio perdido.

Num percurso estimado de 80 km, consumi 26 bolachas maria e 2,4 litros de água em seis horas e doze minutos.

domingo, 14 de agosto de 2016

Minha primeira grande viagem (Nova Olinda-MA/Capanema-PA) (38ª parte)

22/05/84 Levantei às 6h15min. Seguindo viagem, vi fazendas. Encontrei dois mil cruzeiros no acostamento.

 Entrei em Santa Luzia do Paruá. Num pequeno comércio me empanturrei com bolo de tapioca, canjica e pão com carne moída ao custo de mil cruzeiros.

A estrada tornou-se plana e com excelente pavimentação. Durante uns 20 km, os coqueiros de babaçu voltaram a dominar a vegetação. Passei por Presidente Médici e Maranhãozinho.

 Em Encruzo, tomei banho num posto de gasolina.

 Em Maracaçumé, num restaurante, pedi alimento e ganhei arroz com galinha e água mineral. Estava chovendo intensamente, sendo que só continuei depois da chuva passar.

Entrei em Gurupi no final do dia. Comprei 500 g de macarrão e pedi para cozinharem no restaurante dos viajantes, onde ainda ganhei café. Fiquei conversando com o dono do restaurante e ele me indicou um hotel do outro lado do rio.

 Atravessei a ponte e com 2.500 cruzeiros, dormi numa rede, já no Estado do Pará.


23/05/84 Acordei às 6 horas e segui viagem. Por mais ou menos 20 km a estrada era só com subidas suaves.

 Depois, com mais uns 25 km, vi umas goiabeiras e parei para comer. Quase todas bichadas.

Depois de passar por alguns povoados, cheguei a Santa Luzia do Pará. Comprei um pacote de Vitamilho, tentei comer in natura, mas não deu certo. Comprei um pacote de bolachas salgadas e saí comendo e pedalando. Andei na chuva por alguns trechos.

 A 6 km de Capanema, descansei um pouco num posto da Polícia Rodoviária.  Entrei em Capanema às 16 horas. Estava sentindo enjoo. Deitei no chão em frente à igreja católica. Não tendo melhorado, comprei dois envelopes de Estomazil numa farmácia e tomei, junto com um comprimido de Sonrisal, na sorveteria Brasa Fria.


 Fiquei um tempo lá e fui à Delegacia combinar o pernoite. Depois, de volta à sorveteria, tomei quatro copos de leite. Em seguida, na Delegacia, conversei um pouco com um rapaz que estava aguardando carona para São Luís. Recusei usar uma rede que ofereceram e fui dormir no chão de uma cela.

domingo, 7 de agosto de 2016

Minha primeira grande viagem (Bom Jardim/Nova Olinda) (37ª parte)

21/05/84  Levantei ao amanhecer. Segui viagem. Passei por  Governador Newton Bello e Roselândia.

 Depois de um banho de chuva, entrei em Zé Doca. Andei um pouco pela cidade, pedi alimentos numa casa e ganhei bananas. Em outra casa, um copo de leite e 400 cruzeiros. Ao ser surpreendido por uma forte chuva, me abriguei numa cobertura de um comércio. O alto-falante de uma loja tocava músicas de carimbó. Depois da chuva, fui pedir mais alimentos. Ganhei bolo, bananas, bolachas, guaraná e 300 cruzeiros.

 Seguindo viagem, passei por Josias, Cocalinho e 3 Satubas. Os coqueiros de babaçu foram desaparecendo pouco a pouco e surgiam árvores mais altas.

 Cheguei a Araguanã, uma vila muito pobre. Um automóvel Opala andava em alta velocidade na rodovia fazendo zigue-zague. Havia um pequeno parque de diversões. Não gostei do lugar e passei direto.

 No caminho, encontrei outro ciclista em uma monareta e o acompanhei até Nova Olinda. Despachei um aerograma no correio. Comprei um pacote de macarrão e fui a um restaurante pedir para cozinharem. Depois de comer, ao anoitecer, fui à delegacia de polícia e não consegui pernoite.


Voltei ao restaurante e fiquei conversando com algumas pessoas, sendo que um homem que estava lá jantando pagou o pernoite para mim no hotel que funcionava junto ao restaurante.

domingo, 17 de julho de 2016

Minha primeira grande viagem (Pedro Barros\São Paulo) (6ª parte)

20\12\83. Quando acordei, a cidade estava deserta. Olhei para o céu. Vi as nuvens e o horizonte.  Calculei que não tardaria a amanhecer. Peguei a bicicleta e segui viagem.  Começou a chover muito forte. Fiquei encharcado.  Andei uma meia hora e cheguei a um posto de gasolina. Entrei no restaurante que havia ao lado, comprei um saquinho de bananada com mil cruzeiros. Perguntei as horas e me surpreendi: faltavam cinco minutos para a uma hora da madrugada.

 Pus-me a comer a bananada e atualizei o diário.  Dei umas cochiladas. Levantei. Comi um pastel, um ovo cozido e tomei dois copos de leite com 650 cruzeiros. Eram cinco horas. O dia estava clareando e segui viagem.  Céu nublado.  Subi a serra cheia de curvas.  Agarrei-me em vários caminhões. O último, um FNM (fenemê), andava tão devagar que, nas descidas, eu era mais rápido.

 Na entrada de Itapecerica da Serra, parei num posto de gasolina.  Havia um vento muito forte,  contra o meu deslocamento. Conversei um pouco com um rapaz que estava ali.  Ele trabalhava como chapa. Passou-me todas as dicas para encontrar a Rua Teixeira da Silva, sendo que cheguei lá como se fosse um morador daquela imensa cidade.  Dei a ele o boné que havia ganho de Hideaki,  e minha lona plástica,  pois concluí ser de pouca utilidade.  

Segui viagem.  Faltavam menos de 30 km até  São Paulo.  Quando passava por uma  outra cidadezinha,  caiu uma chuva muito forte e fria.  Fiz  questão de tomar aquele banho.  Não me preocupei com os efeitos da água sobre as engrenagens da bicicleta.

 Entrando em São Paulo,  outro banho de chuva.  Furou o pneu traseiro.  Procurei uma oficina.  Eu ainda tinha dois mil cruzeiros.  Chegando lá, o mecânico, sobrecarregado, indicou-me outra oficina ali perto.  Fui lá, e, desta vez, aceitaram o trabalho.  Não era um furo.  Eram três. O mecânico disse que  era impossível  remendar três furos tão próximos um do outro.  Uma câmara nova custava dois  mil cruzeiros!  Estava resolvido o problema.

 Localizei novamente o caminho até a residência de Ruben, meu parente, onde pretendia me hospedar.  Eu tinha perdido o endereço, provavelmente em Registro, na casa do Sr. Hideaki.  Mesmo assim, eu não esqueci que era na Rua Teixeira da Silva, entre Alameda Santos e Avenida Paulista. 

 Chegando lá, debaixo de chuva, consultei um catálogo telefônico numa loja próxima, sendo que o nome dele não constava na lista.  Na quadra onde ele morava  havia poucos edifícios. Passei na portaria de um,  perguntei  pelo nome e acertei.Ruben havia chegado do trabalho momentos antes.Desceu com suas duas crianças e me recebeu.  Guardei a bicicleta na garagem e subimos.  Tomei um banho e jantamos. Após o jantar, ficamos na cozinha.  Bebemos um pouco de cerveja e conversamos. Por volta das 22 horas, fomos dormir.


Fiquei no apartamento até o dia 26\12. Descansei bastante, visitei alguns conhecidos e dei umas voltas pela cidade onde encontrei bem menos bicicletas do que imaginava.
 Na véspera do Natal, ganhei a camisa que usei nesta foto no Parque Ibirapuera.