Muito tempo atrás, anos 90 provavelmente, quando moravam ali na WE 70, o Chico e a Lena foram de bicicleta comigo até Marudá.
Eles não tinham bicicleta e usamos as minhas três.
Parece que naquela ocasião a Lena estava grávida.
Na ida, entre Terra Alta e São Pedro, pegamos algumas mangas na beira da estrada.
Faltando uns 5 km para Marudá, eu, distraído, bati com o joelho na bicicleta do Chico.
O joelho ficou enorme, inchado.
Chico comentou que no futuro esta pancada iria incomodar...
Uma titia que morava perto da Dedé, num terreno com muitas plantas medicinais, aplicou alguma coisa e o joelho melhorou apesar de continuar muito inchado.
No outro dia peguei a bicicleta e andei alguns minutos; o joelho quase não dobrava mas eu consegui fazer o giro completo do pedal.
Voltamos.
A 14 km de Castanhal ao lado de uma igrejinha onde havia mangueiras, pegamos muitas mangas no chão (caíram durante a chuva) e enchemos uma caixa e meia (75 litros).
Com o peso ficamos mais lentos.
Nos últimos km antes de Castanhal a chuva alagou a pista e andamos com muita chuva até a casa do Chico, chegando depois das 20 horas.
Hoje com os joelhos "sucateados", ainda não senti o trauma daquela pancada.
Histórias de um gaúcho que rodou o Brasil inteiro em cima de uma bicicleta.
domingo, 14 de junho de 2020
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Encontro com o Sr. Berilo (nov/2019)
Estava eu voltando para casa, perto de Taciateua, e vi um senhor empurrando a bicicleta na subida.
A bicicleta tinha uma caixa como a minha e um bocado de coisas nela inclusive um triângulo pendurado atrás.
Não tinha câmbio.
Conversamos e ele disse que estava indo para Betim-MG.
Aos sessenta anos, saiu de um povoado lá perto de Mossoró-RN.
Não tinha noção de quantos km andava por dia.
Neste dia ele havia saído de uma parada de ônibus onde dormiu entre Santa Luzia e Capanema.
Falou de algumas dificuldades que teve:
em Chaval-CE ninguém deu água,
no Maranhão caiu num buraco grande para não ser atropelado por um caminhão,
achou muito ruim andar na buraqueira do Maranhão
e tinha um curativo na perna por mordida de um cachorro perto de Cachoeira do Piriá.
Sugeri a ele que procurasse uma corrente nova (não encaixava mais nos dentes da coroa) e ele disse que ela estava nova pois havia colocado antes da viagem (já tinha andado mais de 1700 km)!
Por não ter câmbio falei a ele que, a partir de São Miguel do Guamá, ele perderia muito tempo empurrando a bicicleta e isto se estenderia até o final da viagem.
Ele falou que não conhecia o caminho e também não tinha pressa...
Dei a ele uma lanterna (eu estava com duas) e vinte reais. Ele não disfarçou sua alegria.
Nos despedimos na entrada de Santa Maria do Pará no horário de meio-dia.
Naquela ocasião fiquei com inveja e com vontade de ir junto.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
Trecho novo: Ourém/SãoMiguel do Guamá (outubro/2019)
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| Parada para lanche em Arraial do Caeté (Ourém) |
Em outubro/2019 em mais um passeio a Primavera resolvi voltar por Capitão Poço e São Miguel do Guamá, mas, no segundo dia, no caminho de Capanema para Ourém, escolhi uma rota alternativa (o desempenho estava abaixo do habitual).
A bicicleta estava muito desalinhada. A roda traseira deixava o rastro a quase 10 cm ao lado da dianteira. Não lembro de ter batido a bicicleta.
Entrando em Ourém, passei na casa do Sr. Juraci para dar um alô e pegar água.
Estava decidido ir para S.Miguel do Guamá por uma estrada de piçarra paralela ao Rio Guamá, economizando 44 km em relação a uma volta por Cap.Poço e Irituia.
Saí de Ourém às 12h30min pela ponte do Igarapé Caxiteua. O sol estava a pino. A estrada, plana, um areião com brita de areia (pedrinhas arredondadas), variava suas cores entre avermelhado e bege;
Muitas árvores e muitas casas até Urucuriteua (metade do caminho).
A maioria das pessoas era de origem africana (comunidades quilombolas).
Imaginem a curiosidade deles ao ver um velho branquela passando de bicicleta.
O que chamou a minha atenção foi que, em alguns trechos onde não havia sombra, algumas pessoas seguravam ramos com folhas sobre a cabeça para se protegerem do sol....
Depois de Urucuriteua sumiram as casas e a estrada ganhou uns barranquinhos com pedras maiores e soltas. Tive de empurrar a bicicleta algumas vezes.
Achei uma rota mais próxima do rio e as subidas ficaram mais suaves.
Nos últimos 3 km antes de S.Miguel vi várias indústrias cerâmicas (telhas e tijolos) na beira da estrada;
O tempo gasto para os 55 km de Ourém a S.Miguel foi de 4h40min.
Fiz uma merenda em S.Miguel e andei até Santa Maria do Pará (cheguei no escuro) onde aluguei um quarto para dormir.
No outro dia gastei 6h35min para percorrer os 100 km até minha casa.
O percurso total dos 3 dias foi de 459 km.
(em fev/2020 um mecânico melhorou o alinhamento da bicicleta e o desempenho melhorou - embora eu não consiga entender....)
sexta-feira, 1 de maio de 2020
Passeio no Parque Ambiental com a Lidiane (maio/2019)
Num domingo destes, ao invés da estrada, Lidiane me convidou para um passeio no Parque Ambiental de Belém.
Levando água e bolachas maria, saímos perto das 8 h e entramos em Belém pela Av. João Paulo II (na descida do viaduto) e fomos chegando.
Já deu pra ver havia muita gente lá (era preciso andar com cuidado para não colidir...)
Um espaço muito grande, muitas árvores, uns 4 a 5 km lado a lado.
Seguimos por um caminho pavimentado (principal) e fomos até o fim;
acabou a pavimentação e andamos por uma estradinha de piçarra no meio do mato até chegar a uma encruzilhada onde estava um senhor.
Ele estava com uma enorme caixa de isopor, vendendo não sei o quê.
Havia uma bifurcação e perguntei se poderíamos voltar para Ananindeua usando uma rota sem voltar por dentro do parque e ele falou que o da direita ia para a Ceasa (uns 3 ou 4 km).
E foi por lá que seguimos.
A estradinha com muita sombra e várias poças de água em toda a largura foi um caminho divertido.
No final passamos por um grande portão (felizmente aberto) e retornamos pelo asfalto via Estrada da Ceasa e Av. Almirante Barroso.
Chegamos em casa não lembro a hora, mas o sol estava a pino...
Foram trinta e tantos km e a parte que gostei mais foi quando sumiram as pessoas...
(dias depois eu soube que a Lidiane foi à UFPA que fica pras bandas de lá, à noite, de bicicleta, com chuva e tudo. )
domingo, 26 de abril de 2020
Viagem 2500 km - 5ª parte: a volta (Floriano-PI/Ananindeua~PA)
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| Na casa do Seu Cosme |
Fiquei um dia em Floriano (22/01/19) com Seu Cosme. Ele năo trabalhou; ocupou-se mostrando a cidade e melhorando a minha bicicleta. Insistiu para que eu voltasse num caminhāo da empresa ou mesmo de ônibus, pois estava preocupado com os 'maus elementos'......
Imprudência ou coragem, eu me sinto mais seguro em qualquer estrada do que em qualquer cidade...
No dia 23/01 Seu Cosme e dois netos foram de carro comigo até o km 68 da estrada para São Francisco do Maranhão e lá nos despedimos.
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| Na balsa entre S.Francisco e Amarante (Rio Parnaíba) |
Senti enjôo entre Caxias e Peritoró e passei a noite sentado na lanchonete de um posto em Caxuxa (agora é outro nome) por não haver lugar coberto para pendurar a rede (muita chuva).
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| Em algum posto entre Amarante e "Estaca Zero") |
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| Em Teresina, perto da ponte |
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| Entre Caxias e Bacabal=MA |
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| Na Pousada Santo Expedito (Maranhãozinho-MA) |
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| Em Capanema-PA |
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| Em Cachoeira do Piriá-PA |
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| Em Castanhal, na Castanhalfarma |
domingo, 23 de fevereiro de 2020
Viagem 2600 km (Ananindeua-PA/Bela Cruz-CE/Ananindeua-PA)
Ida e volta, 2600 km em 17 dias, 14 dias de chuva, emagreci 4 kg, furei duas vezes o pneu e me senti muito muito muito feliz.
Andei no mesmo padrão de sempre. Encontrei muitos trechos ruins no Maranhão mas pouco muda para uma bicicleta.
Peguei uma carona de 54 km entre Santa Inês e Zé Doca (o caminhão cheio de garrafas de cerveja ficou sem embreagem...)
O Hamilton é um comerciante de Ananindeua (meu cliente) e estava lá quando cheguei.
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| Comendo cuscuz de arroz em Vargem |Grande-MA |
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| Em Bela Cruz-CE, pronto para voltar. |
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| Em Barroquinha-CE, onde fui muito bem tratado. |
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| Com as moças do restaurante entre Anapurus e Brejo-MA |
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| Com o borracheiro em Itapecuru-Mirim-MA |
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| No posto Ale (Vitória do Mearim). pendurei a rede naquele baú. |
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| Parada para merendar entre "Encruzo" e Maranhãozinho (na ida e na volta) |
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Viagem 2500 km - 4ª parte (Balsas-MA/Floriano-PI)
19/01/19 = 132 km
Levantei às 5h46min.
Andei um pouco (1 ou 2 km), parei no posto Petrosoja e tomei café.
Achei um frasco de óleo lubrificante no lixo e apliquei na corrente. Um frentista do posto onde pernoitei recomendou insistentemente a lubrificação da corrente. O óleo foi tão bom que durou até o final da viagem.
Nos primeiros 20 km uma chuvinha me acompanhou.
Passei por São Raimundo das Mangabeiras na hora do almoço; fiz uma merenda e descansei numa lanchonete (o calor era intenso).
Depois, mais uns 40/45km, a bicicleta não saía do lugar; é aquele tipo de estrada que você está subindo mas não mas não consegue perceber a inclinação do terreno...
Perto das 18h cheguei a um posto de gasolina num lugar chamado Buritirana. Fiquei.
Um funcionário do posto indicou o banheiro.
Estava eu todo ensaboado quando entrou uma mulher (ela só falou "desculpe" e saiu junto com mais algumas que vieram com ela).
Achei estranho, mas, ao sair notei que eu havia entrado no banheiro feminino....
Havia uns 5 ou 6 caminhões novos com placas de Cuiabá estacionados perto do restaurante e um dos motoristas permitiu que eu pendurasse a rede por baixo de um deles para dormir.
Num momento em que levantei pisei num montinho de graxa e gastei um bom tempo para lavar o pé e a sandália...
Consumo do dia: pão c/ovo+café, 12 rosquinhas Mabel, café+pastel, café+pão de queijo, café+coxinha, refrigerante 500 ml, 5,6 litros de água, feijão+ovos+farinha e 500 ml suco de uma fruta exótica.
20/01/19 = 160 km
Levantei às 5h45min.
Tomei café e segui viagem.
Em algum trecho depois de São Domingos do Azeitão furou o pneu.
Parei para trocar a câmara mas não consegui tirar o pneu do aro. Fui enchendo o pneu com a bomba de 3 em 3 km, até chegar a um povoado onde um rapaz, mecânico de motos, parou de jogar cartas com os colegas (era domingo à tarde) para resolver o meu problema; para tirar o pneu do aro ele teve que usar umas espátulas grandes usadas nos pneus de moto.
Não quis cobrar pelo serviço e ainda uma vizinha ofereceu almoço. Eu estava muito satisfeito, dei algum dinheiro ao mecânico e pedi à vizinha só água.
À tardinha cheguei a Pastos Bons; havia uma festa religiosa na cidade.
Conversei com um pessoal num mercadinho e o rapaz disse que o próximo posto ficava a 26 km, em Orozimbo e que "era quase só descida até lá...
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| Na frente do mercadinho em Pastos Bons 20/01/19 |
Animado, saí de Pastos Bons às 18h15min, e subi umas 4 ou 5 serrinhas e tive que descer freando nas curvas e no escuro.
O asfalto estava bom e ainda conversei com um pessoal num restaurante uns 6 km antes de Orozimbo.
Terminada a última subida, parei no Posto à esquerda logo na entrada. Eram 21 horas e eu estava me sentindo muito bem disposto. Conversei com o pessoal.
Um frentista antigo disse que conhece o Sr. Cosme há anos.
Tomei banho e fui dormir num espaço reservado para estacionamento.
Perto de mim estavam pessoas em duas redes; disseram que estavam indo a pé para Pastos Bons para arranjar trabalho (quando levantei no outro dia notei que eram um homem numa rede e um casal na outra).
Consumo do dia: café+bolo, café+sonho de valsa, 4 rosquinhas Mabel, café+quibe, 4 bananas, 12 bolachas Maria, café, 4 sonhos de valsa, café, 5,7 litros de água.
21/01/19 = 115 km
Levantei antes das 6h mas esperei para tomar um café mais nutritivo e saí de Orozimbo às 7h04min.
Fui seguindo e enfrentando subidas difíceis. Passei por uma cidade grande e muito movimentada (São João dos Patos). Na saída, numa outra subida difícil, um motoqueiro aparentemente drogado colocou o pé na minha bicicleta e me empurrou uns 300 metros morro acima; aí ele desceu um barranquinho e seguiu seu caminho.
Tomei alguns banhos de chuva neste dia, mas os pingos eram bem mais finos.
Nos últimos trinta km antes de Floriano a estrada ficou mais suave.
Quando passei a ponte sobre o Rio Parnaíba às 15h, logo numa esquina perguntei a um taxista como chegar a Laboratório Sobral, pois eu iria perguntar pelo seu Cosme lá.
O taxista falou que Cosme é conhecido dele e de quase toda a cidade.
Cheguei ao Laboratório, conversei com o pessoal de vendas e eles telefonaram para Cosme que veio ao meu encontro e de lá segui o carro até a casa dele.
Consumo do dia: café+bolo frito, café+cuscuz c/ovo frito, café+coxinha, café+bolo frito café+bolo. café+sanduíche+suco, 5 bolachas Maria, 5,8litros de água (fora o jantar na casa do Seu Cosme).
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| Cosme e Lauro 21/01/19 |
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